Trânsito 20/05/2025 14:37
Brasil pode multar por excesso de velocidade mesmo sem radar — entenda o novo sistema que já está em testes

Nova tecnologia visa controlar a velocidade dos veículos em trechos inteiros, promovendo segurança mesmo sem aplicação imediata de multas.
O Brasil está dando um passo importante na fiscalização do trânsito com a adoção do sistema de medição de velocidade média em rodovias.
Diferente dos tradicionais radares fixos, que captam a velocidade em pontos isolados, essa nova tecnologia calcula a velocidade média do veículo em todo o trecho monitorado, incentivando o respeito contínuo aos limites de velocidade.
Embora o sistema ainda esteja em fase de testes e sem aplicação de multas, os primeiros resultados indicam mudanças positivas no comportamento dos motoristas, o que pode representar um avanço significativo na segurança viária.
O método para fiscalização por velocidade média é simples e eficiente.
Duas câmeras são instaladas em pontos distantes dentro do trecho da rodovia que se deseja monitorar.
Quando um veículo passa pela primeira câmera, o sistema registra o horário exato.
Na passagem pela segunda câmera, outro registro de tempo é feito.
Com esses dados, o sistema calcula a velocidade média dividindo a distância entre os dois pontos pelo tempo gasto para percorrê-la.
Se essa velocidade ultrapassar o limite permitido, o motorista pode ser advertido e futuramente multado, conforme regulamentação que está em desenvolvimento.
Essa técnica evita que os motoristas reduzam a velocidade apenas na proximidade dos radares, prática comum que diminui a eficácia dos métodos tradicionais.
Apesar de a fiscalização por velocidade média já ser usada com sucesso em países da Europa e da América do Norte, o Brasil enfrenta obstáculos para regulamentar a aplicação de multas com base nessa tecnologia.
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) ainda não prevê de forma específica o uso da velocidade média para autuação.
Além disso, a certificação dos equipamentos pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) é um passo fundamental para garantir a confiabilidade do sistema.
Até que todas essas questões sejam resolvidas, o sistema funciona apenas para monitoramento e educação no trânsito, sem punição direta.

São Paulo é uma das cidades que lideram os testes com fiscalização por velocidade média.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) instalou câmeras em pontos estratégicos e vem acompanhando a reação dos motoristas.
Segundo dados preliminares, houve redução da velocidade média nos trechos monitorados, o que pode indicar maior atenção e respeito às regras.
Além de São Paulo, concessionárias que administram rodovias federais, como a Ecovias no Sistema Anchieta-Imigrantes, também experimentam essa tecnologia em seus trechos.
Esses projetos-piloto servem para reunir informações, ajustar o sistema e subsidiar futuras regulamentações.
Além dos ganhos em segurança, a fiscalização por velocidade média traz impactos positivos para o meio ambiente e a economia.
Uma condução com velocidade mais constante e adequada diminui o consumo de combustível, contribuindo para a redução da emissão de gases poluentes como o dióxido de carbono (CO2).
Essa prática também resulta em menor desgaste dos veículos e da infraestrutura das vias.
Do ponto de vista econômico, a redução dos acidentes significa menos gastos públicos com socorro médico, indenizações, manutenção das vias e impacto social decorrente das perdas humanas.
Especialistas e autoridades discutem atualmente a melhor forma de implementar a fiscalização por velocidade média em todo o país.
Eventos recentes reuniram engenheiros de trânsito, legisladores e representantes do setor automotivo para debater as vantagens e desafios da tecnologia.
Com a provável aprovação da regulamentação ainda em 2025, o Brasil pode se tornar referência no uso dessa ferramenta para aprimorar a segurança viária e reduzir as mortes nas estradas.
A integração do sistema com outras medidas, como campanhas educativas e aprimoramento da infraestrutura, pode acelerar os resultados positivos.
Estudos internacionais indicam que a fiscalização por velocidade média reduz em até 20% o número de acidentes graves.
Ao incentivar uma velocidade constante e dentro dos limites, o sistema diminui os riscos de colisões e atropelamentos, principalmente em trechos críticos e com grande fluxo.
No Brasil, a expectativa é que a adoção dessa tecnologia contribua para alcançar as metas da Política Nacional de Segurança no Trânsito, que visa diminuir em 50% as mortes no trânsito até 2030.
Deu em CPG

Descrição Jornalista
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