Aposentados 29/11/2025 11:09
Atenção: Aposentados podem ter seis meses sem pagar consignado: escândalo exposto, investigação em curso, contratos suspeitos, devolução possível e bancos sob pressão após irregularidades reveladas pela CPMI do INSS no Senado Federal

A notícia que circula em Brasília promete um respiro importante para aposentados e pensionistas que vivem com a folha lotada de descontos.
Uma proposta apresentada na CPMI do INSS pede a suspensão, por 6 meses, da cobrança das parcelas de empréstimos consignados já existentes, depois que foram identificadas irregularidades em contratos feitos sem autorização nas contas de beneficiários da Previdência Social.
Ao mesmo tempo, cresce a pressão sobre bancos e instituições financeiras, que podem ser obrigados a rever contratos, suspender cobranças e até devolver valores cobrados de forma indevida.
Para muitos aposentados, a suspensão temporária pode ser o primeiro passo para sair da bola de neve das dívidas e recuperar parte da renda perdida com consignados suspeitos.
Antes da proposta de suspensão, o cenário já era preocupante. Há anos, aposentados do INSS e pensionistas relatam descontos estranhos na folha de pagamento, associados a sindicatos, associações e empréstimos que eles afirmam nunca ter pedido.
A sensação é de invasão da folha, como se alguém tivesse entrado em casa, levado o dinheiro da mesa e deixado o beneficiário sem condições de se organizar financeiramente.
Nesse contexto, muitos aposentados passaram a perceber que, de um mês para o outro, sobrava cada vez menos dinheiro, mesmo sem terem assumido novas dívidas.
As denúncias de consignados não autorizados se multiplicaram, e a pressão por respostas cresceu.
A realidade mostrava aposentados sobrevivendo, e não prosperando, presos a contratos que não compreendiam totalmente ou sequer tinham autorizado.
A virada veio com o trabalho da CPMI do INSS no Senado.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana, encaminhou ao Banco Central, à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e ao próprio INSS um conjunto de informações preliminares sobre irregularidades em empréstimos consignados feitos em nome de aposentados e pensionistas.
Esses documentos indicam que aposentados estavam pagando consignados em contas abertas sem autorização e, em muitos casos, sem que o dinheiro tivesse sequer caído na conta.
Diante disso, o senador considerou indispensável avaliar a suspensão temporária, por 180 dias, das parcelas desses empréstimos já existentes, como forma de proteger a renda dos beneficiários enquanto as investigações avançam.
Segundo a própria CPMI, já há indícios de roubo e de contratos fraudulentos envolvendo aposentados.
O presidente da comissão mencionou que cerca de 1,6 milhão de aposentados teriam descontos indevidos de consignados e falou em algo próximo de 12 bilhões de reais em créditos concedidos de forma irregular, números que ajudam a dimensionar a gravidade do problema.
Além disso, a comissão destacou que a suspensão das parcelas é vista como a única maneira de proteger a renda dos aposentados enquanto se confirma o que é ou não devido, já que muitos continuam pagando mensalmente por contratos que podem ser contestados.
O vice-presidente da CPMI, deputado Duarte Júnior, reforçou a necessidade de atacar consignados não autorizados e de provocar Câmara e Senado a discutir a constitucionalidade de parte dessas operações.
A proposta apresentada mira diretamente aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC/Loas que já possuem empréstimos consignados em andamento.
A ideia é pausar, por 6 meses, a cobrança das parcelas desses contratos, enquanto se realiza uma investigação mais profunda sobre possíveis fraudes e abusos.
Um ponto importante é que, de acordo com o pedido apresentado, a pausa valeria apenas para consignados já ativos, muitos deles com indícios de irregularidade, sem impedir que novos empréstimos sejam contratados por quem ainda quiser assumir crédito consignado.
Esse detalhe gerou críticas de quem entende que, em um cenário de tantas denúncias, o ideal seria restringir também a contratação de novos consignados até que todo o sistema ofereça mais segurança aos aposentados.
Se ficar comprovado que houve crédito indevido, com depósitos não solicitados ou contratos assinados sem autorização, a expectativa é que aposentados não apenas deixem de pagar daqui para frente, mas também tenham direito à devolução dos valores descontados até agora.
O raciocínio segue precedentes de casos de sindicatos e associações que foram obrigados a devolver parte do dinheiro cobrado sem consentimento.
Com um volume estimado de bilhões em consignados sob suspeita, a conta pode ser pesada para instituições financeiras.
Há quem avalie que bancos terão de provisionar perdas, enfrentar ações judiciais e encarar uma pressão inédita de aposentados organizados e mais bem informados sobre seus direitos.
Ao mesmo tempo, o sistema financeiro argumenta que precisa de regras claras e de tempo para se adequar a qualquer mudança definida pelo Congresso e pelos órgãos de controle.
Enquanto o debate continua no Senado e entre as autoridades, aposentados podem adotar algumas atitudes práticas para se proteger.
A principal é conferir com cuidado o extrato de pagamento do INSS, mês a mês, verificando se há descontos que não reconhecem, especialmente sob a forma de consignados, associações ou contribuições que nunca foram autorizadas.
Outra medida importante é guardar comprovantes, extratos e qualquer documento que ajude a mostrar a origem dos descontos, pois essas informações serão fundamentais caso seja aberta a possibilidade de contestar dívidas, suspender contratos ou pedir devolução de valores.
Também é recomendável acompanhar as atualizações oficiais, já que a proposta precisa ser analisada pelos órgãos competentes e pode ser ajustada até sua eventual adoção.
A discussão atual vai além da suspensão de parcelas por 6 meses.
No fundo, o que está em jogo é que modelo de crédito consignado o país quer oferecer aos aposentados, um público que muitas vezes depende de uma única renda e tem menos margem para absorver perdas.
Se as investigações confirmarem a extensão das fraudes, pressões por mudanças estruturais nas regras dos consignados devem aumentar.
Para muitos especialistas e lideranças que acompanham o tema, a expectativa é que aposentados ganhem mais poder de fiscalização sobre seus próprios contratos, com mais transparência na contratação, canais mais simples de contestação e punições mais duras para quem se aproveitar da vulnerabilidade de idosos e beneficiários da Previdência Social.
Enquanto isso, o sistema financeiro terá de encontrar um equilíbrio entre oferta de crédito e responsabilidade com esse público.
Deu em CPG
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