Cinema e TV 09/06/2023 16:06
Ascensão do streaming faz TV fechada se reinventar; entenda
Queda de assinantes faz operadoras explorarem novos métodos para ganharem dinheiro

Com a ascensão das empresas de streaming, a TV fechada – ou TV paga, ou, ainda, TV por assinatura – vem precisando se reinventar, pois vem passando por muitas perdas de assinantes.
Tais empresas, como Claro, Vivo e Sky estão atrás de remodelar-se, seja com parcerias com streamings, venda de pacotes transmitidos online, ou, ainda, coproduzindo filmes. Enquanto isso, as empresas de tecnologia se aproximam do modelo das antigas telecoms.
Segundo o UOL, além da forte concorrência dos streamings, a venda de pacotes por altos preços e longa crise financeira também afetam as TVs pagas.
Mesmo com o ápice da pandemia de Covid-19, a situação não mudou.
Apesar do cenário desanimador, o setor analisa não até onde pode ir, mas até quando é viável nos moldes atuais.
“Nosso principal negócio não é a TV por assinatura, é banda larga, móvel”, atesta Fernando Magalhães, diretor de Programação e Conteúdo da Claro.
No ranking de participação no mercado as três principais são:
A gente não está mais na estratégia do ‘ah, acabou o mundo, a TV por assinatura acabou’. O que estamos fazendo é nos adaptar.
Fernando Magalhães, diretor de Programação e Conteúdo da Claro
Como dito, as operadoras estão trabalhando em formas de se reinventar para seguirem como forte opção aos consumidores de conteúdos pagos.

Uma das formas de recuperar o terreno que as TVs por assinatura encontraram foi a comercialização de seus produtos pela internet, a famosa IPTV.
O exemplo mais famoso é a DGO, da Vrio (que também é dona da Sky). Nela, o assinante assiste à mesma programação tradicional da TV fechada, mas pela internet, sem o uso de cabos ou aparelhos externos. Ela custa a partir de R$ 69,90 por mês.
A Vivo também oferta serviço similar, mas de forma mais “acanhada”. O Vivo Play está custando R$ 40 mensais em seu pacote básico. Já a Claro oferta a Claro TV+, acessada pelo navegador em um PC, app em SmarTVs e smartphones/tablets, ou por aparelho próprio que conecta a TV à internet. Sai a partir de R$ 69,90 mensais.
Mas como esse segmento não tem a regulamentação da TV paga e não há divulgação constante de seus números por parte da Anatel, não é possível medir se está crescendo ou não.
Para seguirem relevantes no mercado, as operadoras também resolveram se unir ao inimigo. Por meio de Sky, Vivo, Claro, etc., pode-se assinar Globoplay, HBO Max, Star+, Paramount+, Disney+, Netflix, Prime Video, entre tantas outras.
É claro que não é necessário ter uma assinatura de TV fechada para ser usuário de streamings, mas, segundo as operadoras, há comodidades em assinar tudo junto, como possíveis descontos e a “comodidade” de tudo ser cobrado em uma só fatura.
Ainda assim, não é o suficiente para reconquistar o público debandado. Por isso, segundo Magalhães, a Claro tem outra carta na manga. “A gente chama de metadados”, afirma.
Isso nada mais é do que a famosa central multimídia – similar ao Roku, por exemplo, todas as informações dos streamings ficam centralizadas no aparelho inteligente da operadora, facilitando a busca de conteúdos, independente da plataforma na qual esteja hospedado.
A Claro vem se dando bem como produtora de filmes; de 2015 para cá, a empresa de um prejuízo bilionário para lucro operacional. Parte do dinheiro, via incentivos fiscais, é reinvestido em coproduções de filmes no Brasil, como a Netflix.
Atualmente, são 33 filmes com recursos Claro, chegando a R$ 100 milhões, havendo, especialmente, cinebiografias, como Rita Lee, Mamonas Assassinas, Silvio Santos e Ayrton Senna.
Essa é a forma que as operadoras podem apoiar filmes, pois, a Lei do Acesso Condicionado, de 2011, impede o financiamento de conteúdo exclusivo para suas plataformas. Logo, a Netflix poderá ter novos assinantes (mesmo após perder clientes graças a nova taxa) com a nova série de Ayrton Senna, mas a Claro não deverá ter o mesmo resultado, pois mesmo sendo coprodutora de longa do tricampeão de Fórmula 1, a lei de 2011 a desabona.
Como dito anteriormente, Roku, Amazon, Google e Apple são exemplos de empresas que já estão atuando com esses produtos há tempos. Todas elas são verdadeiras portas de entrada dos streamings, oferecendo os conteúdos das streamers e podendo até assinar tudo em um só lugar.
Hoje, podemos dizer que as plataformas são canais e as empresas têm as funções das antigas operadoras, só que, hoje, as telecoms disputam espaço com as grandes do Vale do Silício.
É óbvio que, se você voltar dez anos 15 anos atrás, a TV por assinatura tinha o monopólio de entrega de conteúdo. Não tem mais, porque, agora, você têm essas plataformas.
Fernando Magalhães, diretor de Programação e Conteúdo da Claro
Deu em UOL

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