Indústria 11/03/2025 11:45
Artigo – “Indignação que somente aumenta”, por Roberto Serquiz

Roberto Serquiz, industrial, Presidente do Sistema FIERN
Contou-me um amigo próximo: em um ambiente universitário em data recente, para uma plateia composta, em sua maioria, por alunos do curso de Administração, um palestrante fez algumas indagações.
A primeira: quem dos (as) alunos (as) presentes desejaria ser empreendedor? A grande maioria respondeu “não”.
O palestrante insistiu com uma segunda pergunta: quem desejaria atuar na gerência de empresas privadas? A resposta negativa continuou a ser predominante. Finalmente, foi feita a pergunta mais esperada: quem, dos presentes, tentaria ser servidor público? A grande maioria respondeu: – Sim!
Os serviços públicos são indispensáveis e, consequentemente, os servidores públicos são necessários e neles encontramos incontáveis testemunhos de abnegação e, não raro, até de heroísmo, mas muitas ponderações sobre o assunto são oportunas e, respeitosamente, devem ser apresentadas.
É, por exemplo, um equívoco imaginar que sem o empreendedorismo mais forte o Estado – como um todo – terá meios financeiros para suportar todos os seus encargos. Assim como fácil é imaginar o colapso do aparelho estatal diante de reiteradas medidas que levam a grande parcela dos recursos públicos para o pagamento de folhas salariais, seus complexos planos de cargos e (quase) intermináveis precatórios judiciais.
Além da estabilidade funcional, algo que para alguns – lamentavelmente – se tornou uma tábua de amparo para a improdutividade, a jornada laboral do servidor público, em regra, é sempre inferior ao empregado contratado pelas empresas sob o regime celetista, o que se torna, de fato, um desestímulo para quem trabalha na iniciativa privada.
Ademais, os “famosos penduricalhos” e as conhecidas “regalias” para alguns segmentos do serviço público nos fazem refletir quanto ao uso do dinheiro público para corporações, que se tornaram verdadeiras castas, em detrimento do bem comum, do atendimento à maioria das pessoas, sobretudo, dos mais pobres.
O dinheiro público é um só! O que o diferencia é simplesmente a destinação. E não há nenhuma outra fórmula – até agora – senão os tributos e taxas, para a composição do orçamento público que suporta todas as despesas do Estado.
Para agravar a relação de fatos que merecem a indignação de todos nós, conforme noticiado pela imprensa, no dia 28 de fevereiro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Senador pelo Amapá), assinou o Ato nº 9/2025 instituindo, em resumo, em favor dos cargos comissionados daquela Casa Parlamentar gozar um dia de folga a cada três trabalhados, com a absurda opção de “vender” o benefício.
Tanto se fala em desigualdade social quando alguns que podem atuar, concretamente, no enfrentamento à tais diferenças se tornam protagonistas ou omissos diante do escoamento do dinheiro público para privilégios de poucos, consequentemente, em desprestígio à distribuição de renda e aos investimentos sociais necessários ao país.
Deu no Portal da Fiern

Descrição Jornalista
Que reviravolta! Grêmio vira em dez minutos e atropela o Botafogo
05/02/2026 04:55
Ministério da Saúde emite alerta para o vírus Nipah no Brasil
02/02/2026 04:40 92 visualizações
Como identificar pessoas interesseiras, segundo a psicologia
01/02/2026 10:39 89 visualizações
STJ alerta para golpe do oficial de justiça no WhatsApp; veja como funciona
01/02/2026 09:06 87 visualizações
03/02/2026 15:54 86 visualizações
Fachin: Dúvidas sobre conflitos de interesses devem ser tratadas sempre com transparência
02/02/2026 16:06 86 visualizações
Polícia Militar apreende 375 kg de maconha na Grande Natal
02/02/2026 08:15 80 visualizações
Empresário potiguar Silvio Bezerra lança autobiografia nesta quarta (04), na FIERN
04/02/2026 05:06 78 visualizações
02/02/2026 11:39 77 visualizações
Lula abre ano eleitoral com menor vantagem dos últimos 16 anos
01/02/2026 11:08 75 visualizações
Quais são as verdadeiras causas da enxaqueca
02/02/2026 15:16 75 visualizações