Forças Armadas 30/03/2021 14:44
Após a troca do Ministro da Defesa, Comandantes das três forças são substituídos
O Ministério da Defesa anunciou nesta terça-feira a troca dos três comandantes das Forças Armadas.
O Ministério da Defesa anunciou nesta terça-feira a troca dos três comandantes das Forças Armadas.
O general Edson Pujol, do Exército, o almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior, da Marinha, e o tenente-brigadeiro do ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, da Aeronáutica, se reuniram mais cedo com o ministro Braga Netto, que foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para ser o novo ministro da Defesa.
“O Ministério da Defesa (MD) informa que os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica serão substituídos. A decisão foi comunicada em reunião realizada nesta terça-feira (30), com presença do Ministro da Defesa nomeado, Braga Netto, do ex-ministro, Fernando Azevedo, e dos Comandantes das Forças”, diz trecho da nota divulgada pelo Ministério da Defesa.
Na segunda-feira, Bolsonaro promoveu seis mudanças no seu ministério, entre elas a saída do general Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa, pasta à qual as Forças Armadas estão vinculadas. Para seu lugar, o presidente deslocou Braga Netto.
A demissão de Azevedo foi interpretada por integrantes das Forças Armadas como uma tentativa de Jair Bolsonaro enquadrar os militares.
Surpreendidos, os comandantes das três forças fizeram uma reunião na tarde de ontem.
Na segunda, Azevedo divulgou nota dizendo que saiu “na certeza da missão cumprida”, sem explicar o motivo da demissão, mas ressaltando que preservou “as Forças Armadas como instituições de Estado”.
O tom do texto, segundo militares, expôs a pressão que o ministro vinha sofrendo de Bolsonaro.
O presidente já vinha demostrando uma insatisfação com o Ministério da Defesa, pois quer das Forças Armadas um maior alinhamento ao governo.
A maior cobrança mirava Pujol, comandante do Exército, que sempre tentou se distanciar dos vínculos com o governo. Em novembro do ano passado, com aumento das críticas ao então ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, ele disse que “militares não querem fazer parte da política”, delimitando que o Exército é uma instituição de Estado e não de governo.
A tensão foi aumentando até que Bolsonaro pediu que Pujol saísse.
Azevedo e Silva atuou como escudo e não quis fazer a troca.
O estopim para a demissão do ministro foi uma entrevista concedida ontem pelo general Paulo Sérgio, chefe do Departamento-Geral de Pessoal do Exército, ao jornal “Correio Braziliense” na qual ele disse que o Exército já se preparava para a terceira onda da pandemia da Covid-19. Bolsonaro pediu punição ao militar, mas Pujol resistiu e teve o aval do ministro.
Deu no Extra

Descrição Jornalista
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