06/06/2019 09:07
A alta tecnologia do 5G e os inconvenientes no cotidiano do mundo
O 5G, que começou a ser implantado nos Estados Unidos e na Coreia do Sul, mas no Brasil não deve chegar antes de 2022, promete um mundo novo: melhores conexões, com transferência de dados 10 vezes mais rápidas que as atuais, e resposta em questão de milissegundos entre a ordem e sua execução.

O 5G, que começou a ser implantado nos Estados Unidos e na Coreia do Sul, mas no Brasil não deve chegar antes de 2022, promete um mundo novo: melhores conexões, com transferência de dados 10 vezes mais rápidas que as atuais, e resposta em questão de milissegundos entre a ordem e sua execução.
Não é uma melhora só para os usos pessoais: a robotização, as cidades inteligentes, a internet das coisas, a condução autônoma de veículos e as cirurgias remotas dependem da sua implantação. As aplicações são enormes.
Mas, como em todos os avanços, sempre há vítimas colaterais. Uma pesquisa publicada pela Naturealerta para a influência dessa tecnologia sobre os satélites que monitoram o clima. Além disso, o consumo elétrico e as decorrentes emissões poluentes crescerão.
Os satélites que monitoram a concentração de vapor de água na atmosfera terrestre são cruciais para elaborar as previsões meteorológicas, e eles serão afetados pelas interferências causadas por aparelhos que operem com 5G.
Os Estados Unidos começaram a atribuir a esse sistema as faixas entre os 24,25 e os 25,25 gigaherz.
Os dispositivos que utilizarem a banda mais próxima dos 23,8 gigaherz, a mesma usada pelos medidores de vapor, causarão interferências que impedirão a detecção das concentrações e a elaboração confiável de prognósticos meteorológicos, aponta a pesquisa publicada na Nature.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) e a NASA pediram à Comissão Federal de Comunicações (FCC) que colabore para evitar o problema, que não afetará só os EUA, mas todas as agências meteorológicas que se alimentam desses dados.
O Centro Europeu para Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, com sede no Reino Unido, se alinhou aos seus colegas norte-americanos na reivindicação de acordos que preservem as frequências de seus equipamentos.
O diretor do Observatório 5G da Espanha, Federico Ruiz, explica que as interferências podem ocorrer nos satélites ou radares com frequências incluídas na banda a ser utilizada pela nova geração de telefonia, mas garante que isso é apenas questão de reordenação.
“É como urbanizar de novo um território que já está cheio de casas. Se for preciso fazer uma rua, pode ser que afete o jardim de uma delas”, compara.
Para resolver conflitos como este, os reguladores mundiais se reunirão em outubro em Sharm el Sheikh (Egito) a fim de definir as frequências em que as companhias devem operar e os níveis aceitáveis de interferências.

Descrição Jornalista
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