Cultura 04/05/2024 16:00
Bem tombado pelo Patrimônio Estadual, Casa do Padre João Maria recebe mostra de cinema
"Se as paredes falassem: Natal documentada" é uma promoção do Cineclube Natal e compreende cinco curtas potiguares. Imóvel cedido ao IPHAN é situado à Rua da Conceição, na Cidade Alta.

O Cineclube Natal realiza, neste sábado (4), a mostra de curtas “Se as paredes falassem: Natal documentada”, um convite ao público para “ouvir” o que as paredes da cidade “têm a dizer”.
A sessão é uma coletânea de cinco curtas potiguares com diferentes olhares sobre Natal, sob a curadoria de Hugo Braga, e será realizada na Casa do Padre João Maria, a partir das 18h.
O imóvel, situado à Rua da Conceição, 603, uma das mais antigas ruas da capital potiguar, é tombado pelo Governo do Rio Grande do Norte, via Fundação José Augusto (FJA), como Patrimônio Histórico e Arquitetônico do Estado.
Já funcionou como sede do IPHAN, estando cedido ao órgão federal e aberto a realizações culturais.
Esta será a segunda mostra de uma série de sete, no total, que ocorrerá até o final do ano e que foi contemplada pelo edital da Lei Paulo Gustavo de fomento a cineclubes no Município.
“Inicialmente, a proposta era criar uma experiência mais lúdica e menos didática. No entanto, ao nos depararmos com uma riqueza de documentários que retratam a história e as pessoas que moldaram nossa cidade, percebemos a importância de compartilhar essas narrativas e tratar de uma educação patrimonial mais direta”, destaca Hugo Braga, curador da sessão e membro do Cineclube Natal.
Serão exibidos os filmes “Te Guardo no Bolso da Saudade”, de Rosy Nascimento; “Sêo Inácio (ou o Cinema do Imaginário)”, de Helio Ronyvon;
“A Noiva Natal”, de Heron Condor e Sophia Cabral; “Bati da Vila”, de Raquel Cardozo; e “Cidade Arrasada”, de Guesc.
A mostra tem apoio do projeto “Aqui já existiu um cinema” e será seguida de debate entre o curador da sessão e a arquiteta Wirenilza Lima e o antropólogo Anthony Rodrigues.
De acordo com Hugo, a mostra pretende fomentar um debate sobre a participação das pessoas na história da cidade.
“Nosso objetivo é destacar as histórias familiares que habitam nossas ruas, aquelas contadas pelos nossos pais e avós, sendo refletidas no nosso cinema”, explica o curador, também responsável pelo acervo da sede do Cineclube Natal, como aluno do bacharelado em Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande Norte.
Todas as sessões do projeto “Revitalização do Cineclube Natal” serão realizadas em espaços culturais da cidade e contam com patrocínio do Governo Federal e do Município de Natal via Lei Paulo Gustavo de Incentivo à Cultura, além do apoio do Governo do RN, por meio da FJA, para a divulgação.
Fonte e foto: Assessoria

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