Problema para as varejistas
Mesmo antes da isenção de imposto de importação, as empresas brasileiras já tinham ressalvas em relação à concorrência com os sites internacionais, afirmando que essas companhias praticavam competição desleal — já que não pagavam os mesmos impostos e custos trabalhistas — e que, por isso, conseguiam oferecer preços mais baixos.
As empresas brasileiras ainda acusavam as concorrentes do exterior de praticar “contrabando digital” e evasão fiscal, ao supostamente se aproveitarem de brechas nas regras e fraudarem vendas para evitar a cobrança do imposto de importação.
Com a nova regra de impostos, Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), disse recentemente ao g1 que os próximos meses serão importantes para entender como ficará a competitividade entre o mercado nacional e o internacional.
“Como a medida [do governo] é supernova, não dá para saber se o impacto no mercado nacional será positivo, negativo ou neutro”, afirmou, acrescentando que acredita que as novas regras podem deixar os consumidores mais seguros em comprar de lojas internacionais.


