Guerras 22/05/2023 05:13
Zelensky desmascara Lula no palco internacional
O presidente ucraniano não se prestou à humilhação de ser recebido como subalterno e mostrou que Lula quer apenas a rendição da Ucrânia

Os assessores de imprensa do governo petista estão vendendo a ideia de que Volodymyr Zelensky simplesmente não apareceu para uma conversa com Lula, que até se dispôs a abrir espaço na sua agenda apertada de líder mundial de extrema relevância, para receber o presidente ucraniano no Japão, durante o encontro do G7.
Esses mesmos assessores de imprensa dizem que Lula, pego de surpresa pela ida de Zelensky ao Japão (o que não é inteiramente verdade), resistiu a reunir-se com o presidente ucraniano, por achar que as potências ocidentais haviam tentado impor um tête-à-tête com o líder do país agredido pela Rússia, num fórum que não seria adequado.
Não foi apenas por estar contrariado com a pressão das potências ocidentais que Lula resistiu a receber Zelensky — ou a ser recebido pelo presidente ucraniano, protegido por esquema de segurança fortíssimo, tanto faz.
Lula até pode ter ficado contrariado, mas esse não foi o motivo principal.
Afinal de contas, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, governante de um país abertamente mais alinhado a Moscou, aceitou a circunstância e reuniu-se logo com o presidente ucraniano, em atitude muito mais inteligente do que se fazer de totalmente surpreendido ou em desacordo com o convite dos países do G7 ao inimigo de Vladimir Putin.
C0m isso, também apagou qualquer impressão de que teria sido pressionado.
O âmago da verdade é que Lula resistiu a encontrar-se com Zelensky porque, além de nutrir antipatia pessoal pelo presidente ucraniano, ele não teria como continuar a bancar a pombinha da paz se confrontado diretamente por quem enfrenta o horror russo.
A incompatibilidade não foi de agenda, mas de lado.
Ao dar uma banana final para o presidente brasileiro (e foi mesmo uma banana, com método), Zelensky desmascarou Lula.
É um profissional da política internacional, ao contrário do presidente brasileiro.
Ele não se prestou à humilhação de ser encaixado em horários disponíveis, como se fosse subalterno a ser recebido por um chefe com má vontade, e mostrou que Lula não tem interesse em uma paz justa, mas quer apenas a rendição da Ucrânia, travestida de acordo.
Ficou ainda mais claro para o mundo que o presidente brasileiro é aliado de Vladimir Putin, apesar do trololó do seu discurso no G7, de condenação à “violação da integridade territorial da Ucrânia”, eufemismo ensaboado para a palavra certa: invasão.
Deu em Metrópoles/Mário Sabino

Descrição Jornalista
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