Livro 04/09/2022 10:00
Rubens Lemos Filho lança o livro sobre o estádio Juvenal Lamartine
A festa de lançamento e noite de autógrafos está marcada para o próximo dia 13 de setembro na AABB, situada na Avenida Hermes da Fonseca, com uma programação que terá início às 18 horas.

Autor de cinco livros, quatro deles sobre futebol, o jornalista Rubens Lemos Filho (Rubinho) finalizou um período de três anos de pesquisas intensas, que tiveram como resultado a edição do livro Juvenal Lamartine – Primeiro Estádio – Minha Versão.
festa de lançamento e noite de autógrafos está marcada para o próximo dia 13 de setembro na AABB, situada na Avenida Hermes da Fonseca, com uma programação que terá início às 18 horas.A
O preço para quem desejar “se deliciar com a leitura leve e cheia de fatos relevantes da época descrita” é de R$80. O autor garante que serão 480 páginas de pura magia para os amantes do futebol e aqueles que, assim como ele, nutrem um valor sentimental muito forte pelo JL.
Ao mergulhar num trabalho de pesquisas para levantar detalhes minuciosos das histórias vividas dentro e também no entorno do velho estádio, Rubinho decidiu “retribuir” em palavras e fatos as alegrias do Juvenal Lamartine escrevendo sua trajetória.
Essa história foi iniciada numa cidade em que os homens ainda usavam fraque e cartola, as mulheres compareciam em roupas elegantes e os jogos guardavam o sabor do semi-amadorismo.
A magia que o JL causou ao menino de oito anos, primeiro começou com a curiosidade infantil e foi através de uma tia que ele passou a saber da existência do estádio de futebol. A primeira vez que pisou no palco que o encantou à primeira vista, foi na companhia do seu pai, o comentarista da Rádio Cabugi de Natal Rubens Lemos Filho.
Os detalhes daquela visita são guardados na prateleira mais nobre de sua boa memória.
Quando é provocado a falar sobre o assunto, ele consegue confundir o interlocutor que fica em dúvida se ele passou a gostar de futebol porque amava o JL ou apegou-se ao Juvenal Lamartine porque gostava de futebol.
Ele costuma narrar o primeiro encontro da seguinte forma: “Era uma vez um garoto pobre alucinado por futebol que se encantou com um santuário pequenino a duas quadras de casa, onde se instalou com seus amigos para mergulhar nos mistérios do lugar e conhecer literalmente de perto os encantos de um jogo de futebol”.
Corria o ano de 1978 e, aos 8 anos, já frequentador do Castelão, acompanhando o pai, o comentarista Rubens Lemos, Rubinho, como sempre foi conhecido por familiares e pessoas próximas se reuniu com amigos de infância e passou a frequentar o Estádio Juvenal Lamartine, inaugurado em 1928 pelo governador homônimo e palco das primeiras emoções esportivas potiguares.
“Desde que ultrapassei pela primeira vez as catracas da entrada do Juvenal Lamartine, vencendo as resistências do administrador Emanoel, que passei a considerar o Juvenal Lamartine parte de minha vida. Acompanhei jogos de divisões amadoras, de juvenis, de Matutão, vi duas vezes o ABC ser campeão, na outra deu Alecrim em 1986. Quando não tinha nada o que fazer, arrumava um pretexto para conhecer cada canto do campinho, ouvindo histórias mágicas dos mais velhos”, destacou.
Mesmo quem não acompanha o futebol potiguar não terá dificuldade para saborear o enredo da obra.
Como trata seus livros como peças que podem servir de base de pesquisas, devido às riquezas da informação, Rubens Lemos Filho faz questão de descrever até os fatos ocorridos quando o estádio ainda era apenas um sonho dos jogadores de futebol da época.
“O Juvenal Lamartine leva o nome do governador que o construiu para que os clubes passassem a contar com espaço adequado para jogar. As partidas eram disputadas no terreno onde hoje está erguida a Catedral Metropolitana na Avenida Deodoro. A praça esportiva foi construída ao custo de 74 contos de réis, o Stadium (em solene latim) foi erguido na nobre Avenida Hermes da Fonseca, em projeto do arquiteto Clodoaldo Caldas, natalense radicado no Rio de Janeiro que só aceitou a convocação do governador se doasse e não cobrasse pelo trabalho. Assim foi feito. Chamava a atenção, o pórtico de entrada, sobre ele, bastões para o hasteamento de bandeiras”, descreve o autor.
Rubinho acredita que o estádio foi o empurrão inicial que os clubes necessitavam para dar início ao projeto de profissionalização do futebol e até por isso deve ser eternizado na memória de todos os potiguares.

Juvenal Lamartine (1931)
“Após inaugurado, o Juvenal Lamartine deu nova dimensão ao futebol de Natal, acirrando a rivalidade entre ABC e América ao longo dos anos e recebendo visitantes ilustres. Houve jogos históricos, decisões dramáticas, surgiram craques fantásticos, que, sintetizado em personagens como Jorginho Professor, Alberi , Cileno, Cadinha, Xixico, Delgado, Edson Capitão pelo ABC, Saquinho, Pancinha, Véscio, Zé Ireno, Cezimar Borges pelo América, Vasconcelos, Pedrinho, Valdomiro, Icário e Odilon pelo Alecrim. Ivan Matos pelo Riachuelo e ABC, Jácio pelo Alecrim e Globo, Talvanes, pelo Globo, ABC e América, Aladim, do Riachuelo. Fora personagens épicos tipo Liliu, o apostador-mor”, ressaltou.
Cada campeonato é contado com teor eletrizante. O tricampeonato do ABC em 1953/54.55, o troco do América com o bicampeonato em 1956/57, o tumultuado campeonato de 1959, que terminou em briga com duração de quatro dias pelas ruas de Natal, o título do ABC e o licenciamento do América até 1966, quando construiu sua sede babilônica na Avenida Rodrigues Alves.
A segunda metade da década de 1960, mostra a volta com força do América, campeão de 1967 com um gol espírita de Bagadão contra o Riachuelo nos instantes finais, a conquista invicta do Alecrim em 1968, o dramático caneco levantado pelo América em 1969, título que o ABC considerava ganho e o despertar da estrela Marinho Chagas no ABC de 1970, totalmente reformulado e campeão após quatro anos.
“Cada final é descrita com emoção. Foram muitas pesquisas e depoimentos, foram mergulhos em arquivos tidos como perdidos, que me deram a certeza: o Juvenal Lamartine foi o lugar mais instigante da cidade”, ousa dizer Rubinho. Que esteve para desistir da ideia de terminar o projeto por falta de apoio e atribui a perseverança ao apoio de dois amigos: o ex-presidente do América Jussier Santos e o médico alvirrubro Maeterlinck Rêgo. “Sem a força deles, eu teria desistido por conta de inúmeros problemas que enfrentei e enfrento”, afirmou.
Emoção e humor fazem parte do trabalho. Que é dividido nos campeonatos locais e em capítulos especiais que narram, em detalhes, a presença do Santos de Pelé, de Garrincha no Alecrim e no Flamengo, do Vasco de Bellini, Pinga e Delém e depois com Silva Batuta, do Fluminense de Telê Santana jogando e como técnico, junto com o lendário goleiro Castilho, de Zizinho, o maior jogador brasileiro antes de Pelé atuando contra o América.
A obra descreve ainda a humilhação do goleiro Barbosa, da seleção de 1950, jogando pelo Santa Cruz (PE), seis anos depois, do Palmeiras de Ademir da Guia, do Botafogo de Jairzinho e Paulo César Caju. De times internacionais como o Alianza Lima, base da seleção peruana de 1970, do Rampla Juniors do Uruguai, da Seleção da Romênia, em 1968.
Mas nada, segundo Rubinho, supera os jogos da seleção do Rio Grande do Norte em 1959, no Campeonato Brasileiro, eliminando o Ceará e conquistando o título nordestino e enfrentando o Rio de Janeiro.
“Esses foram os jogos que decretaram: o futebol de Natal poderia ser chamado de grande e profissional. Foram os momentos mais importantes do estádio. Não vou contar mais nada porque vai perder a graça.”
Antes desse novo projeto literário, Rubinho já tinha cinco obras publicadas: Danilo Menezes, O último Maestro, biografia (2001),
O Homem Óbvio (crônicas, 2008), O Rosto Alegre da Cidade Centenário do ABC (2015), Memórias Póstumas do Estádio Assassinado (a história do Castelão(Machadão) em 2017, Doutor na Bola e na Vida (Biografia do Médico Maeterlinck Rêgo, 2019).
O novo livro foge ao tom burocrático: “Quem me der a honra de ler Juvenal Lamartine – Primeiro Estádio, Minha Versão, não encontrará o estilo relatorial e estatístico. O texto passeia pela saudade e a importância(gigante) do pequenino estádio, em épocas gloriosas, na vida de Natal”, descreve Rubinho.
Deu em Tribuna do Norte

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