Governo do Estado 30/07/2022 09:00
Governo do Estado cria Unidade de Conservação na Região do Alto Oeste
O primeiro Monumento Natural do Rio Grande do Norte, MONA Martins possui 3.538,45 hectares de bioma Caatinga.

O Rio Grande do Norte institui mais uma nova área de proteção ambiental em seu território. O Governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente – Idema publicou no Diário Oficial do Estado (DOE), desta sexta-feira (29), o Decreto Nº 31.754 que cria a Unidade de Conservação Estadual de Proteção Integral, denominada Monumento Natural Cavernas de Martins – (MONA MARTINS).
O Monumento Natural Cavernas de Martins é o primeiro desta categoria no RN e compreende uma área de 3.538,45 ha e perímetro de 39.146,15 m do bioma Caatinga.
Entre os objetivos da Unidade está o de salvaguardar o patrimônio espeleológico nacional existente na região de Martins e a biodiversidade associada às cavernas; proteger as espécies da flora e fauna locais, especialmente aquelas ameaçadas de extinção; incentivar a realização de pesquisas científicas; promover atividades de educação e interpretação ambiental com vistas à formação de uma consciência ecológica na população local e nos visitantes do Monumento.

A iniciativa do Decreto Estadual fomentará o turismo ecológico da Região do Alto Oeste e representa uma conquista para o desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Norte.
Segundo o diretor-geral do Idema, Leon Aguiar, a criação do Monumento Natural integra o processo de interiorização do órgão promovido pelo Governo do Estado.
“Preservar as cavidades naturais é importante, pois registram informações relativas aos processos geológicos, além de exercer importante papel no armazenamento de água (carga e recarga de aquífero), protegem e conservam minerais e formações geológicas, conservam informações da vida passada, através de sítios fósseis e arqueológicos. Com a sanção do Decreto asseguramos, ainda, a preservação de uma floresta inteira do bioma Caatinga, um dos menos protegidos do Brasil”, disse o diretor Leon.
A prefeita de Martins, Maria José de Oliveira Gurgel Costa, avalia como positiva a nova Unidade de Conservação.
“Hoje me sinto honrada e agradecida pelo empenho do Governo do Estado. Estou muito realizada enquanto gestora, pois agora Martins conta com esse Monumento Natural que trará proteção para nossas cavernas, nossa fauna, ao bioma Caatinga, e incentivos a geração de emprego e renda, algo que ninguém se dispôs a fazer antes”, comemora.

A prefeita completou, ainda, que a criação do Monumento Natural permitirá uma aproximação maior com as estruturas do Estado.
“Teremos a proteção da segunda maior caverna de mármore do Brasil. Tenho compreensão do bem que vamos receber. Além disso, será construído na região um Ecoposto – Unidade Administrativa do Idema”, relatou a prefeita.
Além de beneficiar o município de Martins, o MONA possui uma Zona de Amortecimento, área estabelecida ao redor da Unidade de Conservação, que abrange os municípios de Umarizal e Portalegre.
Ecoposto
O Idema, por meio do Núcleo de Arquitetura e Engenharia – NAE, desenvolveu o projeto da sede administrativa da Unidade, o Ecoposto, que será construído com materiais sustentáveis com reuso de containers marítimos, reaproveitamento de águas pluviais e sistema de energia fotovoltaica.
Para receber os visitantes a estrutura contará com mirante, sala multimídia e de exposição, auditório, dormitório, banheiros, cozinha e administração. Os arquitetos do Idema, Cris Martins e Aldo Júnior, são os responsáveis pela elaboração do projeto.
O Ecoposto será um espaço para as reuniões e encontros do Conselho Gestor da Unidade que é formado por representantes do poder público e a sociedade civil organizada.
Além de ser um local para os pesquisadores e estudantes realizarem pesquisas científicas.
Na região existe um singular patrimônio espeleológico e arqueológico
– 92 cavidades mapeadas;
– 78 cavernas (registro fóssil, pinturas rupestres, elevada diversidade biológica);
– 112 espécies de plantas;
– 189 de animais;
– 84 espécies de aves;
– 13 espécies de anfíbios;
– 22 espécies de répteis;
– 14 espécies de morcegos;
– 16 mamíferos terrestres;
– 40 espécies de invertebrados.
Entre as espécies de animais ameaçadas tem o gato-do-mato-pintado, Furipterusdetalle, Pica-pau-anão-da-caatinga. Já as espécies endêmicas, Tiê-caburé (Compsothraupisloricata) e Asa-de-telha-pálido (Ageailoidesfringillarius).
Unidade de Conservação
Espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituídos pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção.
Fonte e fotos: Assessoria

Descrição Jornalista
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