Alimentos 21/06/2022 18:50
Café coado em filtro de papel é associado a menor risco de morte
Pesquisadores sugerem que método de preparo da bebida pode ter impacto negativo ou positivo na saúde

Beber o bom e velho café coado em um filtro de papel pode contribuir para a redução de fatores de risco para doenças cardiovasculares e morte.
Um estudo realizado na Noruega e publicado no Jornal Europeu de Cardiologia Preventiva mostrou efeitos positivos para quem tomou a bebida coada em filtro da papel em relação a indivíduos que não consumiam café.
Eles compararam ainda com o consumo de café não filtrado, em que os grãos entram em contato diretamente com a água quente ou em que existe um filtro metálico, que não remove os óleos da mesma forma que o papel faz.
Na categoria de não filtrado entram, por exemplo, cafés expresso, instantâneo, aqueles feitos em prensa francesa, bem como os de cápsula, que se popularizaram muito nos últimos anos.
Segundo os autores do estudo, a menor mortalidade dos participantes foi observada entre os que bebiam de uma a quatro xícaras de café coado por dia, enquanto a maior taxa de óbitos ocorreu no grupo que bebia acima de nove xícaras de café não filtrado diariamente.
Eles fazem uma ressalva para variáveis que podem ter tido impacto nos resultados finais, como a idade dos participantes, tabagismo, níveis de colesterol e triglicerídeos, hipertensão arterial, índice de massa corporal e escolaridade.

Ainda assim, o resultado da pesquisa tem um embasamento que remete ao ano de 1983, quando os primeiros estudos já relacionavam o café ao colesterol, um fator de risco para problemas cardiovasculares e, principalmente, infarto e AVC (acidente vascular cerebral).
Posteriormente, novas pesquisas mostraram que o café possui compostos chamados diterpenos, que aumentam a gordura no sangue.
“A concentração desses diterpenos na infusão final depende fortemente do método de infusão, achado que explica a maior parte dos resultados heterogêneos publicados em relação à ingestão de café e lipídios no sangue. Uma porção de café não filtrado contém cerca de 30 vezes a concentração dos diterpenos kahweol e cafestol, que aumentam os lipídios, em comparação com o café filtrado”, afirmam.
Os autores do trabalho ainda salientam que “a menor mortalidade associada ao café filtrado em comparação com nenhum café pode ser devido ao fato de o café ser rico em antioxidantes, incluindo polifenóis”.
Esses compostos são conhecidos por seu poder antioxidante, além de exercer efeitos antitrombóticos e melhorar a disfunção endotelial (vasos sanguíneos).
“O consumo de café também está associado a menor risco de diabetes, que é um fator de risco para DCV [doença cardiovascular]”, observam.
Deu em R7

Descrição Jornalista
Estudo: Botafogo foi o clube que mais bombou nas redes em setembro
03/10/2026 18:25
Candidatos gastaram na campanha mais de R$9,7 bilhões em propaganda
03/10/2026 17:21
Lula vai ao debate presidencial da Globo? Veja as regras em caso de ausência
01/10/2026 04:39 113 visualizações
📊 Pesquisa Datafolha para presidente e governadores de SP, RJ, MG, PE e DF
02/10/2026 05:38 107 visualizações
01/10/2026 05:13 101 visualizações
01/10/2026 10:57 99 visualizações
‘Estamos elaborando mandado de segurança para adiar eleições’, afirma Augusto Cury
02/10/2026 16:26 95 visualizações
Sabores, sons e encontros: Claro Food & Jazz transforma Mossoró em palco de experiências
01/10/2026 06:19 93 visualizações
Dívidas da classe média chegam a 6,3 vezes a renda mensal, diz Bravo
01/10/2026 11:03 90 visualizações
Josimey Costa apresenta ‘Quase conto’ – a literatura que se lê com os olhos
01/10/2026 16:45 89 visualizações
Mais da metade dos brasileiros ainda não decidiu voto para o Legislativo
01/10/2026 09:22 89 visualizações
Mais de 12 mil agentes: SESED define esquema de segurança para as Eleições 2026 no RN
01/10/2026 15:14 85 visualizações