Governo Federal 04/10/2021 08:15
Governo discute prorrogar auxílio emergencial por mais um ano
O auxílio, pago hoje a cerca de 35 milhões de pessoas, termina no fim do mês. Ala política defende aumentar o valor e prazos

Uma alta fonte do governo federal garantiu: “vamos retomar as conversas”, falando sobre prorrogar o auxílio emergencial que termina no fim do mês.
Integrantes da ala política defendem aumentar o valor, que hoje varia de R$ 150 a R$ 375, e prorrogar o benefício até o fim de 2022.
A ideia é evitar que o benefício termine antes da eleições e tentar dar um fôlego eleitoral para a disputa da reeleição do presidente Jair Bolsonaro.
Nesse contexto, os integrantes do Governo defendem até um aumento do valor do benefício para algo em torno de R$ 400 a R$ 500.
O problema é que, na visão da equipe econômica, a medida aceleraria ainda mais a inflação que já está na casa dos dois dígitos.
“A inflação vai continuar subindo. Aí quem pegar o país, vai pegar todo complicado. É incrível a falta de patriotismo, de responsabilidade de quem está defendendo. Na verdade vai ser ruim para todo mundo, vai ser ruim para o governo, vai ser ruim para o Brasil, vai ser ruim para todo mundo”, afirma fonte.
A prorrogação é avaliada por outra importante fonte como “uma saída que os políticos gostam mais, mas não é o mais responsável”, do ponto de vista das contas públicas.
O argumento é para lembrar que a prorrogação do auxílio emergencial seria por meio do Orçamento de Guerra, fora do teto de gastos públicos.
O Ministro Paulo Guedes tem defendido a ampliação do Bolsa Família que passaria a se chamar Auxílio Brasil.
O Governo já tem os recursos para pagar o Benefício com o reajuste neste ano.
O Novo Bolsa Família saltaria dos atuais R$ 190, em média, para R$ 300, e o número de famílias saltaria para 17 milhões de pessoas.
Só que o Auxílio Brasil depende do Congresso, não é possível lançar o programa social sem a definição dos recursos para o ano que vem.
Essa medida depende da aprovação de duas propostas: mudanças no pagamento de precatórios, que são as dívidas judicias do governo, e reforma do Imposto de Renda, que cumpre a regra de apontar uma nova fonte de recursos para a despesa.
O impasse coloca em lados opostos ministros como Fábio Faria (das Comunicações), Rogério Marinho (do Desenvolvimento Regional), Ciro Nogueira (da Casa Civil) e Paulo Guedes (da Economia), que tem dito nos bastidores que está decepcionado.
Guedes acredita que tem o apoio de Bolsonaro e de Arthur Lira (presidente da Câmara) para continuar no Plano A de aprovar as medidas e lançar a reformulação do Bolsa Família, sem prorrogar o auxílio emergencial.
Deu em R7

Descrição Jornalista
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