Exportação 02/09/2021 18:38
Economia: RN se consolida como maior exportador de atum do Brasil
Com a pandemia do coronavírus e as restrições das atividades econômicas em muitos países, o Rio Grande do Norte se destacou ainda mais nas exportações de atum nos últimos tempos, por ser um dos peixes mais demandados pelos consumidores internacionais.

Com a pandemia do coronavírus e as restrições das atividades econômicas em muitos países, o Rio Grande do Norte se destacou ainda mais nas exportações de atum nos últimos tempos, por ser um dos peixes mais demandados pelos consumidores internacionais.
Em 2021 a produção potiguar – até o fim do mês de julho – foi de 2.500 toneladas. Desse total, 1.700 toneladas foram para exportação, principalmente para os Estados Unidos.
Atualmente 70% das capturas da pesca industrial – atum, meca e lagosta – no RN vão para exportação e 30% ficam no mercado interno.
De 1 de Janeiro a 31 de Julho de 2021 a produção gerou um montante de aproximadamente US$ 20 milhões de dólares. 14 milhões dos peixes e 6 milhões das lagostas. No ano passado a produção total representou um faturamento de aproximadamente 9 milhões de dólares.
Ou seja, nesse ano o desempenho foi 2 vezes melhor que em 2020.
A evolução no setor no RN é explicada diante do aumento de empresas de pequeno e médio porte com o crescimento de embarcações trabalhando especificamente na pesca do atum.
Uma dessas é a Martuna Pescados, empresa potiguar, que atua no mercado há quatro anos, com uma produção média de 10 toneladas por mês.
O empresário Marcelo Martini admite que os resultados desse ano o surpreenderam.
“A produção foi sensacional e a procura também. Trabalhamos duro, mas conseguimos gerar empregos, mesmo em meio a uma pandemia, e diante de uma forte crise econômica. Hoje, temos 20 colaboradores e, além de exportar para os EUA, também comercializamos para São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte”, destaca.

A MARTUNA
A empresa faz a captura e o beneficiamento e comercializa pescados nobres.
A pesca é feita pela modalidade Espinhel Horizontal, tendo como foco a pesca oceânica – de forma sustentável. Os barcos são equipados com tecnologia de última geração, operando na zona econômica exclusiva brasileira, como também em águas internacionais.
SOBRE A PESCA NO BRASIL
Com o esgotamento dos recursos pesqueiros costeiros, a principal alternativa para o desenvolvimento do setor pesqueiro nacional, excetuando-se a aqüicultura, reside na pesca oceânica, voltada para a captura de atuns e peixes afins.
Tanto que mesmo com entraves, como falta de mão-de-obra especializada, tecnologia e embarcações adequadas, ainda existem vantagens para essa modalidade.
Entre elas, a localização geográfica. As frotas operando a partir de portos brasileiros alcançam cardumes mais rapidamente, enquanto que países com tradição pesqueira, como Japão, Taiwan, Coréia, Espanha e Portugal são obrigados a viajar mais de 20.000 km para atingir áreas de pesca.
Fonte e fotos: Assessoria

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