Economia 18/06/2021 18:30
Inflação no Brasil é a que mais avança entre os países do G20
PCA segue bem acima do teto da meta do governo para o ano, que é de 5,25%

O Brasil foi o país que registrou a maior elevação inflacionária em pontos percentuais dentro do grupo das 20 maiores economias do planeta.
A inflação anualizada era de 1,9% em maio de 2020. No mês passado, 1 ano depois, foi de 8,1% (alta de 6,2 p.p.).
A Argentina lidera o ranking com inflação anualizada de 48,8% (até maio). A Turquia aparece em seguida, com 16,6%.
Só 4 nações do grupo não registram aceleração nas taxas. A média da inflação de 12 meses desses países saiu de 3,8% para 6,1% em maio de 2021. E é o avanço da vacinação que explica essa recuperação das economias.

Brasil, EUA e Turquia aumentaram suas taxas básicas para lidar com a inflação. A Argentina já tinha juros em patamar elevado (38%).
Todos os outros países do grupo mantiveram ou baixaram a taxa básica de juros. Eis as taxas atuais comparadas com as de 1 ano atrás:

Porque é natural e esperado o aumento de preços num momento de aquecimento econômico depois de um período atípico, como o iniciado em março de 2020, com a covid. Parte da inflação é resultado de desequilíbrios que a pandemia provocou nas cadeias globais de produção, como a redução brusca da oferta e o aumento repentino da demanda.
Banco Central sinaliza ajuste
A mensagem do Fed (o Banco Central norte-americano) é de que os preços ao consumidor têm estado baixos por muitos anos e, na recuperação, podem ficar altos por algum tempo. Afirma ser um processo temporário –embora o presidente do Fed, Jerome Powell, tenha sinalizado ontem que a alta na taxa norte-americana possa ser “mais persistente que o esperado”. A fala de Powell veio na sequência do anúncio da manutenção da taxa básica de juros em uma faixa de 0% e 0,25%.
Na avaliação de economistas, o problema é quando esse avanço nos preços afeta a expectativa de longo prazo. Nos EUA, o comitê de política monetária já indica possibilidade de alta dos juros em 2022 e 2023, que conteria um avanço de preços.
No Brasil, os economistas que mais acertam as previsões compiladas pelo Banco Central, os chamados Top 5, já projetam inflação acima do centro da meta para 2022 (de 3,5%). A expectativa dos analistas de mercado é de que a Selic, a taxa básica de juros, chegue a 6,25% ou 6,5% no fim do ano. Se continuar a subir, o Brasil poderá voltar a ter a maior taxa real de juro do mundo.

Deu em Poder360

Descrição Jornalista
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