Trabalho. 18/05/2021 17:30
Trabalhar ‘demais’ mata 745 mil pessoas por ano no mundo, revela estudo
Jornadas de trabalho excessivas estão matando milhares de pessoas por ano, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Jornadas de trabalho excessivas estão matando milhares de pessoas por ano, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).
O primeiro estudo global do tipo revela que 745 mil pessoas morreram em 2016 de derrame e doenças cardíacas relacionadas a longas horas de trabalho.
O relatório mostra que as pessoas que vivem no Sudeste Asiático e na região do Pacífico Ocidental são as mais afetadas.
E a OMS avalia que a tendência pode piorar devido à pandemia do coronavírus.
O Brasil está na faixa de países que têm até 4% da população exposta a longas jornadas de trabalho (55 horas ou mais por semana).
Isso coloca o país entre os menos afetados por jornadas exaustivas do mundo – nos países onde o problema é mais grave, esse percentual chega a atingir mais de 33% da população.
A pesquisa descobriu que trabalhar 55 horas ou mais por semana está associado a um risco 35% maior de AVC (acidente vascular cerebral) e 17% maior de morrer de doença cardíaca, em comparação com uma semana de 35 a 40 horas de trabalho.
O estudo, realizado em parceria com a OIT (Organização Internacional do Trabalho), também mostrou que quase três quartos dos que morreram em consequência de longas jornadas de trabalho eram homens de meia-idade ou mais velhos.
Frequentemente, as mortes ocorreram muito mais tarde na vida, às vezes décadas depois, do que o período em que foram realizadas as longas horas de trabalho.
‘Não vou mais passar o dia todo no Zoom’
Semanas atrás, um post no LinkedIn de Jonathan Frostick, de 45 anos, ganhou ampla repercussão. Ele descreveu como teve uma revelação quanto ao problema das longas jornadas.
O gerente de regulação no banco britânico HSBC havia acabado de se sentar numa tarde de domingo para se preparar para a semana de trabalho à frente, quando sentiu um aperto no peito, uma palpitação na garganta, mandíbula e braço, além de dificuldade para respirar.
“Fui para o quarto para me deitar e chamei a atenção da minha esposa, que ligou para o 999 [equivalente no Reino Unido ao 192 brasileiro, número que deve ser chamado para emergências médicas]”, disse ele.
Enquanto se recuperava de um ataque cardíaco, Frostick decidiu mudar sua relação com o trabalho.
“Não estou mais passando o dia todo no Zoom”, diz ele.
A postagem chegou a centenas de leitores, que compartilharam suas experiências de excesso de trabalho e o impacto disso em sua saúde.
Deu na BBC

Descrição Jornalista
FBI revela mensagem alienígena ‘assustadora’ para a Terra
16/05/2026 16:51
5 erros silenciosos podem levar ao infarto; o 3º é muito comum
16/05/2026 15:41
02/05/2026 08:15 250 visualizações
Militar que matou Bin Laden 15 anos atrás: ‘Eu o teria enforcado numa ponte de Nova York’
04/05/2026 07:12 218 visualizações
Os fantasmas que rondaram Messias, e inquietam integrantes dos Três Poderes
01/05/2026 12:33 202 visualizações
Derradeiro de Maio abre São João no Nordeste e reúne grandes nomes do forró
01/05/2026 05:13 200 visualizações
Operação Zero Álcool registra 240 prisões por embriaguez ao volante no primeiro quadrimestre de 2026
02/05/2026 04:39 196 visualizações
Avanço do comércio ilegal pressiona economia e demanda ação coordenada, afirma representante da CNC
01/05/2026 06:55 190 visualizações
Arte, riso e tradição marcam a programação do Bosque Encena no Parque das Dunas
01/05/2026 04:30 189 visualizações
Inmet emite alertas laranja e amarelo de chuvas intensas no RN
01/05/2026 06:55 188 visualizações
01/05/2026 05:47 175 visualizações