Segurança 10/05/2021 15:00
Marinha dos EUA faz apreensão gigantesca de armas no Mar da Arábia
Entre os objetos apreendidos estão dezenas de mísseis antitanque russos e milhares de rifles de assalto chineses. Ao ser distribuído no USS Monterey, Arsenal cobriu parte do navio, que tem 173 metros.

A Marinha dos Estados Unidos apreendeu um grande carregamento ilícito de armas no Mar da Arábia, anunciou a Quinta Frota da Marinha americana.
Entre os armamentos apreendidos estão dezenas de mísseis antitanque russos e milhares de rifles de assalto chineses, segundo a frota americana baseada no Bahrein.
A apreensão do arsenal foi feita pelo navio cruzador de mísseis guiados USS Monterey na quinta-feira (6), perto de Omã e do Paquistão, e divulgada no sábado (8). As fotos foram reveladas no domingo (9).
Segundo a Marinha americana, o carregamento ilícito estava em uma embarcação sem bandeira que navegava em águas internacionais no Norte do Mar da Arábia
A carga levou dois dias para ser transferida para o USS Monterey. A tripulação foi interrogada, recebeu água e comida e foi liberada, segundo a Marinha americana.
A quantidade de armas apreendida é tão grande que cobriu grande parte da cabine de comando traseira do USS Monterey, que tem 567 pés (173 metros) de comprimento, segundo a CNN.
“O carregamento de armas incluía dezenas de mísseis guiados antitanque russos avançados, milhares de rifles de assalto chineses tipo 56, centenas de metralhadoras PKM, rifles de precisão e lançadores de granadas propelidas por foguete”, segundo comunicado.
A Marinha americana acrescentou que o armamento ficará sob custódia dos EUA enquanto a fonte original e o destino estão sob investigação.
Segundo a Associated Press, uma investigação inicial da Marinha americana aponta que o navio saiu do Irã e tinha como destino o Iêmen, para apoiar os rebeldes Houthis, apesar do embargo de armas da ONU.
Desde 2015, o Conselho de Segurança da ONU impôs um embargo de armas aos Houthis.
Apesar disso, especialistas da ONU alertam que “um número crescente de evidências sugere que indivíduos ou entidades na República Islâmica do Irã fornecem volumes significativos de armas e componentes aos Houthis”.
A missão do Irã na ONU não respondeu a um questionamento da Associated Press. O país já negou no passado ter armado os rebeldes Houthis.
A apreensão é uma das várias já feitas pelos EUA durante a guerra no Iêmen, que começou em setembro de 2014 e deu origem a uma das piores crises humanitárias do mundo.
A guerra já matou cerca de 130 mil pessoas, incluindo mais de 13 mil civis, segundo o Armed Conflict Location & Event Project.

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