Economia 13/03/2021 08:43
Alta nas importações provoca déficit de US$ 20,5 milhões na balança
O saldo da balança comercial do Rio Grande do Norte ficou deficitário no primeiro bimestre. As importações ultrapassaram as exportações, deixando a balança com déficit de US$ 20 milhões

A balança comercial do Rio Grande do Norte fechou o primeiro bimestre do ano deficitária.
O volume das importações em janeiro e fevereiro superou o das exportações, o que resultou em um saldo negativo de US$ 20,5 milhões. Isso representa uma redução de 164% em relação ao saldo acumulado nos dois primeiros meses do ano passado, quando o saldo do período foi de US$ 31,8 milhões.
Enquanto as exportações atingiram valores da ordem de US$ 56,3 milhões, as importações dispararam mesmo com a alta do câmbio e alcançaram o patamar de US$ 76,9 milhões – a maior alta registrada pela série histórica dos últimos cinco anos.
As informações sobre as operações do Rio Grande do Norte no mercado internacional estão no informativo mensal elaborado pelo Sebrae sobre a balança comercial potiguar, tendo como base os dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.
Divulgado nesta sexta-feira (12), o boletim completo pode ser conferido no Portal do Sebrae (www.rn.sebrae.com.br).
Esse resultado no saldo está relacionado às exportações, que mesmo registrando uma alta de 7% em fevereiro – fruto do crescimento de US$ 27,1 milhões para US$ 29,1 milhões no envio de produtos de um mês para outro – não foram suficientes para ultrapassar o volume importado.
Por isso, no bimestre, as exportações atingiram um patamar de US$ 56,3 milhões, contras importações acumuladas no ano, que somaram US$ 76,9 milhões.
As vendas acumulados dos itens da pauta de exportação potiguar no bimestre são 11% menores que no mesmo intervalo de 2020, quando o estado exportou US$ 63,5 milhões. Nesse período, os itens mais enviados ao mercado internacional foram os melões, com cerca de 45,7 mil toneladas da fruta, o equivalente a US$ 25,7 milhões negociados. O segundo item da pauta do bimestre foram as melancias com 17,1 mil toneladas exportadas e US$ 7,2 milhões.
Juntas, essas duas frutas respondem em média por metade da pauta de exportação do RN e diminuíram no bimestre cerca de 11 mil toneladas em comparação com o primeiro bimestre do ano passado – uma defasagem de aproximadamente US$ 3 milhões.
O açúcar também entrou na lista de produtos exportados entre os meses de janeiro e fevereiro, com um volume de US$ 5,4 milhões, tornando-se o terceiro item mais exportado pelo RN.
As mercadorias potiguares tiveram como principais destinos a Espanha (US$ 10,2 milhões), os Estados Unidos (US$ 10,1 milhões) e a Holanda (US$ 10 milhões).
O principal motivo do déficit no saldo da balança comercial do RN, no entanto, está ligado diretamente a uma mudança na pauta de importação.
O trigo e as misturas com centeio, que tradicionalmente são os produtos mais importados pelo estado, cederam lugar no primeiro bimestre do ano aos equipamentos para a indústria da energia eólica.
Esses produtos contribuíram com um acréscimo de quase US$ 45 milhões. Com isso, as importações do bimestre foram as melhores desde 2017, saindo de US$ 31,6 milhões em 2020 para US$ 76,9 milhões neste ano. Uma alta de 143% no comparativo de um bimestre com o outro dos respectivos anos, 2020 contra 2021.
Com o acúmulo das importações de janeiro (US$ 61,1 milhões) e fevereiro (US$ 15,7 milhões), as compras do RN no mercado externo foram maiores que as vendas, resultando em um saldo negativo de US$ 20,5 milhões na balança comercial, consequentemente o pior dos últimos cinco anos.
Depois dos equipamentos eólicos, vindos da China, aparece em segundo lugar na pauta do bimestre o trigo, com uma negociação da ordem de US$ 9,1 milhões, e o coque de petróleo em seguida com valores de US$ 2,2 milhões acumulados nesses dois primeiros meses de 2021.
Com as importações da China, o país asiático assumiu a liderança dos países de origem das compras internacionais do RN, com uma importação total de US$ 50,7 milhões.
Depois, vem a Argentina (US$ 10,1 milhões) e os Estados Unidos (US$ 3,8 milhões).
Deu no Portal do Sebrae

Descrição Jornalista
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