Vacina 10/01/2021 06:36
“Efeito de vacina só a partir de maio”, diz diretor do Butantan sobre queda nos casos de Covid-19 após vacinação
Dimas Covas disse que a redução dos casos positivos e das mortes será progressiva porque imunizante não impede infecção, mas gravidade. Ele participou de evento neste sábado (9), em Batatais, SP.
O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse, neste sábado (9), que a queda nos números de casos de Covid-19 e de mortes após a aplicação da vacina só deve ser percebida a partir de maio.
“Efeito de vacina só a partir de maio desse ano. Antes de maio, não teremos impacto de vacinação na pandemia. Vamos começar a ter diminuição de óbitos, progressiva, diminuições de internação, progressiva, mas isso só se vai sentir de fato a partir de maio.”
A declaração foi dada durante evento no Centro Universitário Claretiano, em Batatais (SP). Segundo Covas, o impacto não é imediato porque as vacinas que estão sendo usadas não impedem a doença, mas a gravidade dela.
“A vacina mais comum que nós usamos em termos de volume é a da gripe (…) Toma vacina e acha que não vai ter gripe. De fato, ele não vai ter o quadro grave de gripe, não vai ficar hospitalizado, não vai desenvolver pneumonia, mas vai ter sintoma. Esse é o efeito, ela impede a gravidade da doença. É assim essa vacina que nós vamos introduzir. Ela vai impedir a gravidade da doença, mas não vai impedir a infecção. No longo prazo, à medida que os casos vão diminuindo, que as pessoas vão sendo imunizadas até naturalmente pelo próprio vírus, a epidemia vai diminuindo”, afirmou.
O diretor disse ainda que após a imunização, a ocorrência do Sars-Cov-2, vírus que provoca a Covid-19, deve se tornar sazonal. Desta forma, Covas acredita que a vacina virá a ser incorporada ao calendário nacional.
A expectativa dele é que, a longo prazo, com o aprimoramento dos imunizantes desenvolvidos, seja necessária apenas uma dose por tempo determinado.
“Nesse momento, a hipótese mais provável é que ele permaneça e tenha ocorrência sazonal. Se o vírus se mantiver, precisará ser incorporado ao calendário nacional de vacinação. Se serão uma ou duas doses, essas vacinas ainda estão na fase inicial de desenvolvimento, ainda são recém-nascidas. Ainda vai haver espaço para crescimento tecnológico dessas vacinas, desenvolvimento, aperfeiçoamento, até que lá na frente nós tenhamos uma vacina com excelente qualidade, com uma dose, uma dose a cada dez anos, por exemplo, que é o sonho de todo mundo que trabalha com vacinas.”
Deu no G1

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