30/07/2019 11:34
Estados enfrentam uma bomba-relógio na Previdência
Os governadores estão diante de uma bomba-relógio. Nos últimos quatro anos, o déficit previdenciário dos Estados disparou e mais do que dobrou. Debilitadas, as finanças estaduais inspiram cuidados, segundo analistas.

Os governadores estão diante de uma bomba-relógio. Nos últimos quatro anos, o déficit previdenciário dos Estados disparou e mais do que dobrou. Debilitadas, as finanças estaduais inspiram cuidados, segundo analistas.
Excluídos da reforma da Previdência aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados, os estados vão ter de lidar com um déficit das aposentadorias dos regimes próprios de R$ 144,6 bilhões neste ano, de acordo com cálculos do economista Paulo Tafner, pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Em quatro anos – de 2015 ao final de 2019 –, estima-se que o rombo cresça 137%.
O quadro preocupante dos estados fica evidente quando se faz uma comparação com a situação do governo federal. No mesmo período, entre 2015 e 2019, o déficit do regime próprio da União vai crescer 36%, para R$ 98,8 bilhões.
“O déficit da União cresce de forma acelerada, porém num ritmo muito menor do que o dos estados. E isso ocorre basicamente porque a União está numa etapa mais avançada de amadurecimento previdenciário. Ele cresceu muito há uns anos e agora está começando a se estabilizar”, afirma Tafner.
“Não é o caso dos estados, que contrataram muita gente ao longo dos anos 1990, 2000, 2010 e várias dessas pessoas estão se aposentando agora.”
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Déficit dos Estados — Foto: Diana Yukari/Arte G1
A reforma da Previdência aprovada já em primeiro turno na Câmara dos Deputados não incorporou estados e municípios, o que significa que nada deve mudar para estes entes federativos.
Para resolver a situação dos governos estaduais, uma das alternativas apontadas pelos senadores é a de criar uma proposta paralela para incluir os governos municipais e estaduais.
A fragilidade fiscal dos estados não é nova, embora tenha se agravado nos últimos anos, na esteira da crise econômica. Antes de iniciada a recessão, muitos governadores aumentaram o endividamento dos governos e concederam reajustes acima da inflação para os servidores.
Com a recessão, a partir de 2015, as receitas dos estados passaram a cair, criando um descompasso entre arrecadação e gasto.
Deu no G1

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