03/07/2019 07:39
O progresso vence o atraso no caso do antigo hotel dos Reis Magos
Em reunião realizada na tarde desta terça-feira (2) no Conselho Estadual de Cultura, tendo como convidados a procuradora do Estado Marjorie Madruga e o advogado João Vicente Gouveia, representante do grupo Hotéis Pernambuco S/A, o assunto em pauta foi o tombamento ou não do prédio antigo Hotel Reis Magos, na Praia do Meio.

Por Pedro Henrique Maranhão, especial para o Portal No Ar
Foto: Ney Douglas
Em reunião realizada na tarde desta terça-feira (2) no Conselho Estadual de Cultura, tendo como convidados a procuradora do Estado Marjorie Madruga e o advogado João Vicente Gouveia, representante do grupo Hotéis Pernambuco S/A, o assunto em pauta foi o tombamento ou não do prédio antigo Hotel Reis Magos, na Praia do Meio.
Em votação aberta, os conselheiros, baseados no relatório do advogado Diógenes da Cunha Lima, votaram pelo não tombamento do prédio por nove votos a um. O único que votou a favor do tombamento foi o presidente da Fundação José Augusto, Crispiano Neto. Seguindo o relator, votaram contra o tombamento: Iaperi Araújo, Ivan Lira, Cícero Macedo, Alex Medeiros, Mário Ivo, Paulo Macedo, Eulália Barros e Paulo de Tarso Correia de Melo.
Marjorie Madruga defendeu veementemente o tombamento do prédio. Mencionando o processo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a procuradora chamou a imprensa de mentirosa, dizendo que o IPHAN não opinou pelo arquivamento do processo de tombamento. Segundo a procuradora, esse processo foi fechado em 2017 e reaberto este ano por interesse do próprio Instituto.
Representando os Hotéis Pernambuco S/A, grupo proprietário do prédio, o advogado João Vicente fez uso de vários argumentos e trechos do parecer do Ministério Público Federal, que mostravam a impossibilidade do tombamento das “ruínas” do Hotel Reis Magos.
Em trechos citados pelo advogado: “preservar a inútil e sem serventia estrutura do Hotel Reis Magos, ao contrário do que prega o IPHAN, não acrescentaria em nada, como nunca acrescentou ao patrimônio cultural, histórico e arquitetônico de Natal”. O parecer tratou o tombamento como “um grito de apego ao passado”. Vicente disse que o apelo da sociedade é a favor da demolição, para revitalizar a orla da Praia do Meio.
Um laudo com provas técnicas feitas por uma empresa de engenharia, apresentado pelo Grupo, circulou entre os conselheiros, detalhando sobre o resultado de teste de resistência de concreto, teste de ferrugem das armações de ferro e fundações do hotel, concluindo que não haveria recuperação do prédio em caso de tombamento.

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