Sem categoria 19/05/2017 05:41
Governo minimiza conteúdo de gravações e diz que a crise foi forçada
O Palácio do Planalto minimizou, nesta quinta-feira, o conteúdo dos áudios gravados pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, em conversa com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu. Segundo interlocutores do governo, a tese de defesa que será adotada a partir desta sexta-feira é a de que Temer não se debruçou sobre detalhes da conversa gravada por entender que a versão do Ministério Público não tem base na realidade.
O Palácio do Planalto minimizou, nesta quinta-feira, o conteúdo dos áudios gravados pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, em conversa com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu.
Segundo interlocutores do governo, a tese de defesa que será adotada a partir desta sexta-feira é a de que Temer não se debruçou sobre detalhes da conversa gravada por entender que a versão do Ministério Público não tem base na realidade.
Após a divulgação dos áudios pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a explicação de assessores e ministros próximos ao presidente é a de que, quando Temer disse a Joesley que “tinha de manter isso”, estava se referindo não a pagamentos ao ex-deputado Eduardo Cunha, mas à manutenção de uma boa convivência que o empresário dizia estar nutrindo com Cunha.
O Planalto admite que a crise que atingiu o governo é grave, mas o objetivo será manter o foco nessa linha de defesa.
Um ministro do núcleo de Temer disse que os áudios não apontam qualquer referência à compra de silêncio de Eduardo Cunha.
– Não tem nada disso que foi colocado, de que Temer comprou o silêncio de ninguém. Não vi nada disso, acho que foi uma crise forçada – afirmou, pedindo sigilo.
Além disso, o governo espera que o deputado Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial de Temer tido como o interlocutor do presidente para resolver assuntos com a JBS, dê as devidas explicações e isente o presidente de qualquer responsabilidade.
Oficialmente, a secretaria de comunicação do governo disse que Temer “não acreditou na veracidade das declarações” e que Joesley, por ser alvo de inquérito, “parecia contar vantagem”:
“O presidente Michel Temer não acreditou na veracidade das declarações. O empresário estava sendo objeto de inquérito e por isso parecia contar vantagem. O presidente não poderia crer que um juiz e um membro do Ministério Público estivessem sendo cooptados”, diz a nota divulgada.
Os arquivos de áudio foram enviados ao presidente pelo STF e só depois divulgados para a imprensa.

Descrição Jornalista
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