Estados Unidos confirmam pela primeira vez que já mantêm “armas de controle espacial” em órbita, capazes de defender forças americanas contra ações hostis - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Forças Armadas 17/09/2026 12:41

Estados Unidos confirmam pela primeira vez que já mantêm “armas de controle espacial” em órbita, capazes de defender forças americanas contra ações hostis

Estados Unidos confirmam pela primeira vez que já mantêm “armas de controle espacial” em órbita, capazes de defender forças americanas contra ações hostis

O secretário da Força Aérea dos EUA, Troy Meink, confirmou pela primeira vez que o país mantém armas em órbita para proteger suas forças de ações hostis.

Numa conferência em Maryland, ele não revelou quais sistemas usa, onde estão nem como funcionam, em meio à disputa com Rússia e China.

Os Estados Unidos confirmaram, pela primeira vez, que já mantêm armas de controle espacial em órbita, feitas para defender as forças do país contra ações hostis. A revelação partiu de um alto oficial da Força Aérea americana.

As informações foram publicadas pelo Diário do Comércio em 15 de setembro de 2026. A confirmação foi feita pelo secretário da Força Aérea dos EUA, Troy Meink, durante uma conferência militar em Marylandem meio à preocupação de Washington com Rússia e China.

Secretário da Força Aérea confirmou as armas numa conferência em Maryland

Os Estados Unidos confirmaram pela primeira vez que mantêm armas no espaço para defender suas forças. Troy Meink não revelou quais são os sistemas nem onde estão.
Os Estados Unidos confirmaram pela primeira vez que mantêm armas no espaço para defender suas forças. Troy Meink não revelou quais são os sistemas nem onde estão.

A confirmação partiu de Troy Meink, secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, durante uma conferência militar em Maryland. Ele disse que o país agora conta com sistemas de controle espacial capazes de defender as forças conjuntas contra ações hostis.

Foi a primeira vez que os Estados Unidos admitiram publicamente, de forma tão direta, ter esse tipo de arma já posicionada em órbita. Antes, o país falava do espaço como área estratégica, mas não confirmava armas lá em cima.

Uma confirmação inédita e muito direta

A declaração representa uma mudança importante na transparência dos Estados Unidos sobre o que fazem no espaço. Até agora, o país reconhecia a importância estratégica do domínio orbital, mas não confirmava, de forma tão clara, ter armas já posicionadas em órbita.

Os Estados Unidos, ao assumir isso publicamente, sinalizam que passaram a tratar o ambiente orbital como um domínio estratégico. O espaço, antes visto como apoio, entra de vez na conta militar do país.

O que os EUA se recusaram a revelar

Meink não deu detalhes sobre os equipamentos. Ele não disse quais são os sistemas, onde estão exatamente, como funcionam ou qual é a capacidade operacional deles.

O secretário também não informou quando as armas foram colocadas em órbita. Questionado depois sobre o tema, ele se recusou a dar mais informações.

Por que os EUA temem perder seus satélites

A preocupação dos Estados Unidos está ligada, principalmente, à dependência de satélites. Sistemas militares e de infraestrutura dependem deles para funcionar.

Comunicações, navegação, observação e outras atividades estratégicas podem ser afetadas se esses equipamentos forem danificados, neutralizados ou destruídos. É esse risco que ajuda a explicar a atenção dos Estados Unidos com o espaço.

Em 2024, os EUA acusaram a Rússia de criar arma antissatélite

Em 2024, o governo dos Estados Unidos acusou a Rússia de desenvolver uma nova arma antissatélite que poderia ser lançada a partir do espaço. Na época, a Casa Branca disse que a ameaça não era iminente.

O episódio, mesmo assim, reforçou uma preocupação antiga: a capacidade de Moscou e Pequim de atingir sistemas espaciais americanos. Rússia e China aparecem como as principais fontes de risco para Washington.

Anúncio não significa que Rússia ou China sejam alvos diretos

A confirmação feita agora por Meink não significa, por si só, que Rússia ou China tenham sido alvos diretos dos novos sistemas americanos.

O anúncio, porém, deixa claro que Washington está se preparando para responder a possíveis ameaças no ambiente orbital. É uma resposta a um cenário de risco, não a um ataque específico.

Força Aérea promete ficar “radicalmente diferente” até 2032

Além das armas espaciais, Meink afirmou que a Força Aérea americana está incorporando mais sistemas autônomos às suas capacidades militares. Segundo ele, o serviço deve ter uma aparência “radicalmente diferente” até 2032.

A mudança aponta para o uso maior de tecnologias autônomas, capazes de operar com menos intervenção humana direta. É a Força Aérea se preparando para uma guerra mais automatizada.

Drones de ataque podem substituir a artilharia

Uma das mudanças previstas é o uso crescente de drones de ataque de mão única. Meink projetou que esses equipamentos podem substituir a artilharia como principal meio de destruir alvos no campo de batalha.

A projeção segue a mesma linha dos sistemas autônomos citados pelo secretário. A ideia é ter mais equipamentos capazes de agir com menos gente envolvida na operação.

Força Espacial foi criada em 2019, no primeiro governo Trump

Força Espacial dos Estados Unidos foi criada em 2019, durante o primeiro governo de Donald Trump. Desde então, o país passou a organizar de forma mais específica suas capacidades militares ligadas ao espaço.

A confirmação das armas em órbita entra nesse processo de expansão, num momento de crescente preocupação internacional com a militarização do espaço. Mesmo sem dizer quais são os sistemas, os Estados Unidos deixaram claro que veem o espaço como um domínio a ser defendido e, se preciso, usado para proteger suas forças.

Na sua opinião, a decisão dos Estados Unidos de confirmar que têm armas no espaço aumenta ou diminui o risco de um conflito em órbita? Deixe sua opinião nos comentários.

Deu em CPG

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


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