Exportação 13/09/2026 15:21
RN amplia mercados, diversifica pauta e exportações crescem 38,6% em agosto

Essa configuração mostra um cenário distinto do observado no mesmo mês de 2025. Em agosto do ano passado, o fuel oil sozinho respondeu por aproximadamente US$ 48,96 milhões, cerca de 67,7% de todas as exportações do RN naquele mês. Já em agosto de 2026, a balança mudou.
O fuel oil permaneceu como principal produto, mas caiu para US$ 31,26 milhões (31,2%), sendo seguido pelo ouro, com US$ 25,01 milhões (25%); óleo diesel, com US$ 15,59 milhões (15,6%) e naftas para petroquímica, com US$ 3,56 milhões em vendas para o exterior, ou 3,6% de participação no conjunto das exportações daquele mês.
O top 5 fechou com melões frescos (US$ 2,91 mi ou 2,9%), que teve uma participação menor devido ao fim da safra.
Mesmo com o recuo de aproximadamente 36% nas vendas de óleos combustíveis para o mercado externo na comparação entre agosto de 2025 e o mesmo mês deste ano, as exportações totais do RN cresceram 38,6%, conforme apontam os dados da plataforma Comex Stat, ligada do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O avanço foi sustentado pela maior participação desses outros produtos, sobretudo ouro e óleo diesel.
Outro aspecto relevante, conforme analisa o Observatório da Indústria Mais RN, da Federação das Indústrias do Estado (Fiern), é a menor concentração das exportações em um único mercado.
Enquanto em agosto de 2025 o Panamá comprou US$ 48,96 milhões, concentrando aproximadamente 67,7% das exportações potiguares, no mesmo mês de 2026 o país sequer apareceu entre os cinco maiores compradores. O principal cliente do RN foi o Peru (31,7%), seguido por Canadá (21,7%), República Dominicana (15,6%), Estados Unidos (7,4%) e Países Baixos (6,0%).
“Os principais destinos das exportações potiguares em agosto mostram uma maior distribuição geográfica das vendas, combinando parceiros tradicionais com mercados que ganharam relevância por operações de alto valor.
No entanto, essa diversificação de destinos ainda está acompanhada de forte concentração em produtos específicos, principalmente combustíveis e ouro”, analisa o Observatório da Indústria Mais RN.
Novos produtos ocupam posições relevantes
Para o titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sedec/RN), Lahyre Rosado Neto, além da manutenção do Canadá como um destino relevante para a pauta exportadora potiguar, a liderança do Peru em agosto evidencia a importância dos produtos energéticos na relação comercial do RN com o mercado externo.

No caso dos Estados Unidos, ainda que a participação tenha sido de apenas 7,4%, o titular da Sedec/RN observa que o país permanece entre os quatro principais destinos, confirmando a importância do mercado norte-americano para diferentes cadeias produtivas do Rio Grande do Norte.
“Também é importante observar a ampliação e a mudança na composição da pauta exportadora. Produtos como gasóleo, naftas destinadas à indústria petroquímica e minérios de tungstênio, que não figuravam entre as exportações do Rio Grande do Norte em agosto de 2025, passaram a ocupar posições relevantes entre os principais produtos comercializados pelo Estado no mesmo mês de 2026”, afirma o secretário.
Mudança não é estrutural, diz economista
Na avaliação do economista Helder Cavalcanti, embora o resultado da balança potiguar seja positivo, o desempenho mensal não pode ser confundido com uma mudança estrutural na economia potiguar
. Isso porque a maior parte dos volumes exportados ficou concentrada no segmento da indústria de transformação. “Para que esse desempenho se transforme em crescimento mais consistente, precisamos ampliar a pauta exportadora, agregar valor à produção e incorporar um número maior de empresas e setores ao comércio exterior”, aponta.

Ainda segundo o economista, é preciso que o Estado transforme sua vocação exportadora em estratégia de desenvolvimento, a fim de não apenas fortalecer setores já competitivos, mas também estimular novos exportadores e agregar tecnologia e valor aos produtos.
“Precisamos diferenciar diversificação de destinos de diversificação da pauta exportadora. Podemos vender para muitos países e, ainda assim, continuar dependentes de poucos produtos. É justamente aí que está um dos desafios do RN”, analisa.
Conforme a Fiern, os dados mais recentes mostram que o RN está alcançando diferentes mercados internacionais, mas os resultados ainda são concentrados por operações de grande valor em poucos produtos. “A consolidação desses destinos e, paralelamente, ampliação da diversidade da pauta exportadora são direções para o RN”, completa o Observatório da Indústria Mais RN.
Para o mês de setembro, o economista Helder Cavalcanti projeta que o resultado vai depender do comportamento dos principais produtos exportados, dos preços internacionais, do câmbio, da demanda dos países compradores e da manutenção dos embarques que tiveram peso em agosto.
“Mais importante do que saber se setembro repetirá exatamente os US$ 100 milhões é observar se o RN conseguirá sustentar uma trajetória de crescimento das exportações ao longo dos próximos meses e ampliar produtos, empresas e mercados compradores”, afirma.
Quais produtos o RN exporta para cada país?
O Peru liderou os destinos das exportações potiguares em agosto, com 31,7% de participação. O resultado foi impulsionado por uma operação pontual de US$ 31,2 milhões em fuel oil. Com essa venda, o país passou a responder por 3,8% das exportações acumuladas do RN em 2026, ocupando a 7ª posição no ranking anual.
O Canadá, responsável por 21,7% das exportações de agosto, apresenta um movimento mais consolidado. É o segundo maior mercado do RN em 2026, com cerca de 18% do total exportado. Até agosto, foram aproximadamente US$ 159 milhões em vendas para o país, dos quais 98,14% correspondem ao ouro produzido na região de Currais Novos.
A República Dominicana respondeu por 15,6% das exportações potiguares em agosto e ocupa a 4ª posição no acumulado do ano, com 6,19%. O país compra principalmente óleos combustíveis, sal e tecidos de algodão. Em agosto, o desempenho foi impulsionado por aproximadamente US$ 15,6 milhões em óleo diesel.
Os Estados Unidos permanecem como um parceiro tradicional do Rio Grande do Norte e são o 6º maior destino das exportações potiguares em 2026, com participação de 4,44% e US$ 39,1 milhões exportados até agosto.
A pauta é mais diversificada e inclui combustíveis, caramelos e confeitos, pescados e sal. Ainda assim, os óleos combustíveis representam cerca de 48% das vendas do RN para o mercado norte-americano.
Produtos e destinos
Volume de exportações em agosto: US$ 100,2 milhões
Distribuição de destinos:
Peru (31,7%)
Canadá (21,7%)
República Dominicana (15,6%)
Estados Unidos (7,4%)
Países Baixos (6,0%).
Distribuição entre principais produtos:
Fuel oil (US$ 31,26 mi)
Ouro (US$ 25,01 mi)
Óleo diesel (US$ 15,59 mi)
Naftas para petroquímica (US$ 3,56 mi)
Melões frescos (US$ 2,91 mi)

Descrição Jornalista
STF confirma transmissão ao vivo de sessão para analisar caso Moraes
13/09/2026 12:23
PGR pede anulação de provas que citam Moraes e Daniel Vorcaro
02/09/2026 05:12 190 visualizações
Marina Elali, Sambinha na Laje e Baile da Amada: veja agenda cultural do fim de semana em Natal
03/09/2026 07:08 190 visualizações
Datafolha, 1º turno: Lula, 38%; Flávio Bolsonaro, 33%; Cury, 8%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 2%
04/09/2026 06:37 177 visualizações
André Mendonça pede a Fachin o afastamento cautelar de Alexandre de Moraes do STF
04/09/2026 05:23 150 visualizações
11/09/2026 07:24 140 visualizações
Tomara que tenha charuto e Macallan’; veja essa e outras quatro mensagens de Gonet para Vorcaro
02/09/2026 05:49 134 visualizações
Polícia Federal indicia Álvaro Dias por porte ilegal de arma em aeroporto
03/09/2026 08:13 133 visualizações
09/09/2026 09:19 131 visualizações
Personalidades e famosos lançam manifesto ao STF exigindo apuração completa do caso Master
09/09/2026 10:56 126 visualizações