Gargalhadas no STF: ministros riem enquanto crise institucional engole a Corte - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Corrupção 03/09/2026 05:50

Gargalhadas no STF: ministros riem enquanto crise institucional engole a Corte

Gargalhadas no STF: ministros riem enquanto crise institucional engole a Corte

Enquanto o país cobra respostas, ministros do STF são flagrados em momento de pura descontração

Existe algo particularmente irritante em ver quem deveria prestar contas à sociedade rindo como se nada estivesse acontecendo. E foi exatamente esse o espetáculo oferecido nos corredores do  Tribunal Federal nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2026.

Uma fotografia captada pelo jornalista Brenno Carvalho, do jornal O Globo, registrou Cristiano Zanin e Gilmar Mendes em um momento de bate-papo descontraído, com sorrisos largos que contrastam de forma quase obscena com a gravidade da crise que assola o tribunal.

De costas na imagem, há ainda uma quarta autoridade cuja aparência é compatível com a do  do STFEdson Fachin. À noite, a fotografia já tinha viralizado nas redes sociais, gerando uma onda de indignação.

O deboche tem rosto — e sorri para a câmera

É claro que uma fotografia, isoladamente, não revela o conteúdo de uma conversa. Não é possível, tecnicamente, atribuir sentimentos a quem aparece na imagem.

Mas o contexto fala por si — e grita. O registro ganha outro significado quando se consideram as informações que envolvem Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Dados extraídos pela Polícia Federal do celular de Vorcaro revelaram mensagens em que o banqueiro procurava Moraes para tentar obter auxílio diante das investigações sobre o Banco Master.

Em uma das conversas, Vorcaro perguntou ao ministro se seria possível acionar o diretor-geral da Polícia FederalAndrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Rir diante disso parece, no mínimo, uma provocação.

R$ 131,2 milhões e um contrato que ninguém explica

Como se as mensagens não bastassem, vieram a público informações sobre um  de R$ 131,2 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.

O caso ampliou os questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e sobre a relação entre o magistrado e o banqueiro. O volume do contrato, por si só, já mereceria explicações detalhadas. Até agora, o que se ouve é silêncio — ou risos.

Ricardo Rosado de Holanda
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