Imagine abrir o aplicativo da sua conta de investimentos e encontrar, de repente, uma fortuna que nunca deveria estar ali. Foi exatamente isso que aconteceu com Shawna Flener, então com 38 anos, nos Estados Unidos.
Em junho de 2024, ela descobriu que havia recebido US$ 8.786.167,73, valor equivalente a mais de R$ 45 milhões, devido a um erro em uma transferência financeira.
Apesar do susto, Shawna não tentou movimentar o dinheiro. Assim que percebeu que aquela quantia milionária não lhe pertencia, entrou em contato com a instituição responsável para informar o ocorrido.
Milhões apareceram na conta sem explicação
Mulher recebeu R$ 45 milhões por engano e tomou uma decisão que chamou de seu maior arrependimento.
Shawna estava trabalhando quando decidiu consultar sua conta na Fidelity Investments. Ao visualizar o saldo, precisou conferir novamente para ter certeza de que não estava interpretando os números de maneira equivocada.
Segundo seu relato, a surpresa foi tão grande que ela permaneceu alguns minutos tentando entender a situação antes de telefonar para a instituição financeira.
O dinheiro ficou disponível por aproximadamente sete horas enquanto o caso era investigado. Depois disso, a quantia foi retirada da conta.
Dias mais tarde, a cliente recebeu uma explicação: durante a realização da operação, teria sido informado um número de conta incorreto, fazendo com que os US$ 8,7 milhões fossem enviados ao destino errado.
Caso lembra erros que podem acontecer com Pix

Foto: Reprodução
No Brasil, situações envolvendo transferência por engano ganharam ainda mais relevância com a popularização do Pix. Basta selecionar um contato errado, digitar incorretamente uma chave ou confirmar uma operação sem conferir os dados para que o dinheiro seja enviado a outra pessoa.
Quem recebe um Pix desconhecido deve evitar gastar ou repassar o valor. O primeiro passo é verificar o extrato e tentar identificar a origem da transferência.
Quando disponível, a função “Devolver” do próprio Pix é uma alternativa mais segura, pois encaminha a quantia de volta à conta responsável pelo pagamento original, sem necessidade de criar uma nova transferência.
Fraude exige procedimento diferente
Quando o problema envolve golpe ou fraude, a orientação muda. O cliente deve procurar imediatamente o banco e informar o ocorrido.
Nessas situações, pode ser acionado o Mecanismo Especial de Devolução (MED), utilizado para analisar determinadas transações suspeitas e tentar recuperar recursos ainda disponíveis.
É importante lembrar que o MED não foi criado simplesmente para corrigir qualquer Pix digitado errado, mas principalmente para situações envolvendo fraude.
Ficar com dinheiro recebido por erro pode trazer problemas
Receber uma transferência inesperada não transforma o valor em propriedade de quem recebeu. No Brasil, o artigo 169 do Código Penal trata da apropriação de coisa alheia que chegou ao poder de alguém por erro.
Por isso, diante de um depósito desconhecido, a atitude mais segura é não utilizar o dinheiro e procurar a instituição financeira. Foi justamente essa postura que transformou o caso de Shawna em uma história curiosa, e em um bom exemplo de como agir diante de uma fortuna inesperada.

