| A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (9) a 10ª fase da Operação Compliance Zero, para apurar indícios de ação coordenada em redes sociais voltadas a, supostamente, comprometer a credibilidade e a atuação do Banco Central. 💰 Um dos alvos é o publicitário Thiago Miranda, apontado como o principal articulador de um esquema para recrutar influenciadores digitais e jornalistas — utilizando valores de até R$ 2 milhões e contratos com cláusulas de confidencialidade — para descredibilizar órgãos públicos, atacar a atuação do Banco Central e manipular a opinião pública. Conforme as investigações, a atuação de Thiago Miranda é considerada central na articulação de frentes voltadas à manipulação de informações, cooptação de profissionais e intimidação de desafetos da organização criminosa associada a Daniel Vorcaro. 📰 Ele atuava diretamente na contratação de agências para estruturar campanhas de desinformação na mídia tradicional e digital. Os acordos contratuais de cooptação de influenciadores e profissionais da imprensa exigiam rígidas cláusulas de confidencialidade com multas elevadas. ⚠️ Ainda segundo a PF, na hipótese de recusa das vantagens financeiras propostas, o grupo liderado por Thiago recorria a táticas de assédio, intimidação e coação, utilizando informações privadas obtidas de forma ilícita, por meio de plataformas clandestinas de busca de dados. 📄 A defesa de Thiago Miranda divulgou uma nota em que nega a prática de “qualquer ilegalidade” por parte do publicitário. Na nota divulgada, os advogados afirmam que a atuação profissional de Thiago Miranda sempre foi pautada pela “legalidade, transparência, respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão”.
🗣️ Ameaças a jornalistas 🔎 Os investigadores apuram a possível atuação da organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas, monitoramento de pessoas ligadas a autoridades e à obtenção indevida de informações sigilosas. Entre os alvos das ações do grupo de Thiago Miranda, estão a colunista Malu Gaspar, do jornal “O Globo”, e um empresário, cujos relatórios confidenciais com dados civis e fiscais circulavam sob a identidade visual da empresa de Thiago. 📞 O publicitário também mantinha contato direto com jornalistas e veículos para negociar ações para reduzir danos de reportagens negativas contra Daniel Vorcaro. 📂 Dossiê contra CEO do Itaú 🔍 Segundo mensagens obtidas pela PF, Vorcaro pediu que Miranda monitorasse o CEO do Banco Itaú, Milton Maluhy, e sua esposa, Camila Moretti Maluhy. Na troca de mensagens, Vorcaro diz que Milton está lhe “causando muito problema”. - 🏢 Milton Maluhy exerce, desde 2021, o cargo de CEO da instituição financeira Itaú Unibanco.
Na troca de mensagens, Daniel Vorcaro envia as seguintes mensagens a Thiago Miranda: “Estou precisando fazer um levantamento do Milton Maluhy”
“Está me causando muito problema”
“Me ajuda nisso?”. No minuto seguinte, Miranda responde: “Deixa comigo”. Em conversa posterior, Thiago informa a Vorcaro de que estaria com tudo pronto sobre “Milton”, mas gostaria de veicular as informações “por outro veículo”. |