Pesquisa Realtime Big Data, divulgada nesta terça-feira, 5, indica que até Ciro Gomes (PSDB, foto) empata com Lula (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial.
Além dele, Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) estão tecnicamente empatados com o petista.
Ciro e Lula estão numericamente empatados, com 43% cada.
Contra Ronaldo Caiado, o petista tem 43% das intenções de voto. O ex-governador de Goiás tem 42%.
Na disputa entre Lula e Zema, o empate técnico se dá no limite. O petista tem 43% das intenções de voto, e o ex-governador de Minas Gerais, 39%.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Primeiro turno
No primeiro turno, Lula lidera a pesquisa com 38% das intenções de voto.
Flávio Bolsonaro está em segundo lugar, com 33%. Ronaldo Caiado, Ciro Gomes e Romeu Zema estão empatados com 4% cada.
Renan Santos (Missão) tem 3%. Augusto Cury (Avante), Aldo Rebelo (DC) e Cabo Daciolo (Mobiliza) têm 1% cada.
Brancos e nulos são 6%. Não sabem ou não responderam, 5%.
A pesquisa
O instituto Realtime Big Data ouviu 2 mil pessoas entre 2 e 4 de maio em todo o território nacional.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03627/2026.
Ciro Gomes presidente?
O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, anunciou, em 14 de abril, que oferece ao “debate nacional” o nome do ex-governador Ciro Gomes para a disputa pela Presidência da República.
“Agradeço a manifestação do governador Ciro Gomes, que o Brasil inteiro conhece, e o Brasil é muito maior do que a soma de Lula e [Jair] Bolsonaro. A partir desse momento, o PSDB oferece ao debate nacional a figura qualificadíssima, preparada e corajosa de Ciro Gomes”, afirmou Aécio.
“O Brasil precisa de um projeto que supere a polarização e recoloque o país no caminho do desenvolvimento”, acrescentou o tucano após liderança do PSDB na Câmara dos Deputados.
Ciro afirmou ter recebido o convite com “honra e surpresa” por estar articulando sua pré-candidatura ao governo do Ceará. No entanto, admitiu que a gravidade da crise brasileira exige reflexão antes de uma decisão definitiva.
“Minha angústia com o Brasil não me permite descartar o convite. Mas o respeito ao meu estado não me permite aceitá-lo de pronto”, disse.
Ciro deve decidir se será candidato a governador do Ceará ou a presidente da República na primeira quinzena de maio.


