Após a derrota de Jorge Messias no Senado, senador é pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou que o placar de 42 votos não é suficiente para fazer impeachment de ministro, mas é o suficiente para iniciar o processo.
“A discussão sobre impeachment de ministros do Supremo virou tema de eleição e grande parte dos eleitores vão escolher políticos que se comprometam com impeachment de ministro do Supremo”, disse.
Flávio explicou ainda que o eventual início do processo de impeachment já afasta o ministro por seis meses e fez um pedido ao ministro Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) para encerrar o inquérito das fake News.
“Peço aqui ao presidente do Supremo que chame os trabalhos à ordem e arrume a casa”, afirmou.
O candidato à Presidência ainda criticou: “Por incrível que pareça, como pode ministro do Supremo conseguir ter menos credibilidade que político?”, indagou.
Após cinco meses de indefinição, o Senado decidiu rejeitar o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF nesta quarta-feira (29), em uma derrota ao governo Lula. O veto é o primeiro em 132 anos.
A última vez em que o Senado barrou a indicação de um ministro do Supremo foi em 1894, no governo Floriano Peixoto.
A votação, secreta, terminou em um placar de 34 votos favoráveis e 42 contrários. Resultado inferior aos 41 votos necessários para a aprovação.
A decisão coloca fim a uma tradição do STF, que só rejeitou nomes ao STF no ano de 1894, durante o governo do marechal Floriano Peixoto. À época, senadores rejeitaram cinco nomes à corte.



