Corrupção 09/02/2026 15:38
Caso Master: as nuvens estão pesadas para os irmãos de Toffoli

O caso do Banco Master é de uma gravidade absoluta. Tanto é que, assim como o escândalo Epstein, nos Estados Unidos, há muita gente poderosa querendo abafá-lo, porque implicada até o último CDB com Daniel Vorcaro, o banqueiro das luzes (no cabelo).
A PF, no entanto, não quer largar esse osso duro de roer, pelo bem geral da nação. No fim de semana, aspectos importantes da investigação transpiraram por meio do jornalista Lauro Jardim.
O resort Tayayá, que no papel pertencia aos irmãos de Dias Toffoli, permanece no foco da PF.
O primo do ministro, Mario Umberto Degani, fundador do resort, seria “a chave para se abrir muitas portas dessa história nebulosa”, diz o jornalista.
Não faltam nuvens, e organizo, aqui, a sequência do que Lauro Jardim publicou para o leitor do Metrópoles entender o tamanho da encrenca que se avizinha.
Depois que uma parte sua foi vendida ao cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, curioso misto de pastor e fisiculturista, o Tayayá passou a ter como proprietário — sempre no papel — um advogado da J&F, o conglomerado dos irmãos Batista que teve uma multa judicial de R$ 10,3 bilhões cancelada por Dias Toffoli.
No meio dos rolos de compra e venda do resort, estava uma empresa chamada Maridt, que oficialmente pertence aos irmão de Dias Toffoli.
“A Maridt vendeu em 2025 sua parte no resort Tayayá. Possuía um terço do negócio. Tinha como sócio o pastor Fabiano Zettel. Há uma série de dúvidas que investigações sobre a Maridt podem esclarecer”, escreve Lauro Jardim.
As dúvidas estão longe de ser singelas: a empresa dos Toffoli prestaria consultorias? Teria contratos com escritórios de advocacia dos quais recebia pagamentos mensais?
De acordo com o jornalista, “há suspeitas de que a resposta é sim para ambas a perguntas. A quem exatamente a Maridt transferia diretamente o dinheiro que recebia por esses trabalhos é o que se vai querer saber”.
Outra notícia aponta para uma fonte de pesadelos em Brasília: os cinco celulares de Vorcaro, um deles com “segurança pesada”, que estavam sob custódia da PF e que, a mando de Dias Toffoli, foram enviados para ser guardados não a sete, mas a oito chaves na PGR, órgão da confiança do ministro.
Segundo Lauro Jardim, em um desses celulares “há ao menos uma mensagem do pastor Fabiano Zettel, seu braço direito para transações heterodoxas, pedindo que alguns pagamentos fossem liberados, pois estava sendo cobrado insistentemente por uma autoridade da República”.
Que autoridade seria essa?
“Alguns ministros do STF já foram alertados que o correr das investigações do caso Master vai respingar com força na Corte”, lê-se na coluna do meu ex-colega de revista.
Respingar com força pode ser traduzido como enlamear.

Descrição Jornalista
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