Um estudo recente da Universidade de Oxford lança uma perspectiva diferente sobre a fofoca, um comportamento frequentemente associado a críticas e julgamentos negativos.
No entanto, segundo os pesquisadores, compartilhar informações sociais ativa mecanismos biológicos essenciais para a convivência humana e para a criação de vínculos entre indivíduos.
Além disso, a pesquisa mostra que esse tipo de troca estimula a liberação de endorfina, substância ligada à sensação de prazer e bem-estar.
Como resultado, o efeito funciona como uma verdadeira “cola social”, aproximando as pessoas e fortalecendo laços de confiança, proximidade e pertencimento dentro dos grupos.
Do mesmo modo, os cientistas destacam que a fofoca desempenhou um papel relevante ao longo da evolução das sociedades humanas.
Ao facilitar a cooperação e a formação de redes sociais estáveis, essa prática contribuiu para a organização coletiva e para a sobrevivência dos grupos.
Assim, a fofoca deixa de ser vista apenas como um costume trivial do dia a dia.
Pelo contrário, ela surge como um recurso natural que favorece o equilíbrio emocional e ajuda a manter a harmonia nas relações humanas, revelando um aspecto pouco explorado de seu impacto social.

