FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Comportamento 17/01/2026 09:22

Estudo: redes sociais fazem a geração Z se vestir e falar da mesma forma

Estudo: redes sociais fazem a geração Z se vestir e falar da mesma forma

A linguista e professora da Universidade Johns Hopkins (EUA), especializada em ciência cognitiva, apresentou os resultados de uma pesquisa sobre regionalismos no país da América do Norte.

Margaret Renwick apontou que jovens que cresceram on-line aprendem nas redes sociais como se vestir, o que ouvir, como agir e até mesmo, aparentemente, como falar com estranhos.

Segundo a pesquisadora, as redes estão eliminando as diferenças regionais e individuais, transformando os americanos em cópias, falando da mesma forma, pensando do mesmo jeito, vestindo-se de modo igual.

“Bilhões de pessoas estão sendo moldadas”, escreveu Rikki Schlott, colunista do “NY Post”. O fenômeno é ainda mais visível no gênero feminino, especialmente na geração Z (nascidos entre 1995 e 2010).

Margaret analisou uma coleção de gravações de sulistas que remontam à década de 1960 e descobriu que, geração após geração, os sotaques sulistas, conhecidos por serem “arrastados”, estão em declínio tanto na população negra quanto na branca, de acordo com reportagem no “NY Post”.

A mudança no sotaque se reflete em outros comportamentos. Os padrões são automaticamente importados das redes sociais. No TikTok, “você é informado sobre o que as garotas bonitas estão vestindo, o que as pessoas descoladas estão ouvindo, quais lugares perto de você estão na moda e quais peças do seu guarda-roupa estão fora de moda”.

Jovens americanas 'padronizadas' pelas redes sociais — Foto: Reprodução/TikTok
Jovens americanas ‘padronizadas’ pelas redes sociais — Foto: Reprodução/TikTok
Influencer fala sobre 'o que as garotas legais estão usando' — Foto: Reprodução/TikTok
Influencer fala sobre ‘o que as garotas legais estão usando’ — Foto: Reprodução/TikTok

“Pior ainda, estamos entregando nossas preferências completamente às recomendações algorítmicas. Nossos gostos musicais são moldados pelas sugestões do Spotify. Nossos feeds do Instagram estão cada vez mais cheios do que talvez gostemos, em vez das pessoas que seguimos”, completou Rikki, jornalista especializada em comportamento.

A também linguista Susan Tamasi, da Universidade Emory (EUA), disse à revista “The Atlantic” que a internet é mais marcante, em termos de sotaque, do que as mídias de massa mais antigas, como a televisão, porque as crianças realmente conversam entre si nas redes sociais e nas plataformas de videogames.

Jovens americanas com roupas 'padronizadas' pelas redes sociais — Foto: Reprodução/TikTok
Jovens americanas com roupas ‘padronizadas’ pelas redes sociais — Foto: Reprodução/TikTok

Para Susan, o quadro é simples de ser explicado: quando uma criança passa, em média, quase cinco horas por dia nas redes sociais, ela está sendo efetivamente influenciada mais pelas pessoas da web do que por quem teoricamente está ao seu redor.

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Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista