FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
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Comportamento 05/01/2026 14:44

De acordo com os psicólogos, pessoas que cresceram nos anos 60 e 70 desenvolveram forças mentais que a Geração Z está perdendo

Nos acostumamos a ler que a Geração Z coloca a saúde mental acima de tudo e, embora nos pareça uma filosofia de vida ótima, é relativamente fácil cair em uma espiral de perplexidade.

Isso significa que as gerações anteriores não deram importância a isso? Não exatamente.

De acordo com estudos recentes, aqueles que cresceram entre as décadas de 1960 e 1970 não deveriam se preocupar com isso, pois desenvolveram forças mentais que os jovens estão perdendo.

Relatórios como o Psychol Aging, destacam que crescer nas décadas de 60 e 70 levou essas gerações a manter uma arquitetura mental completamente diferente da atual.

Diante das condições do mundo digital da Geração Z de hoje, as gerações anteriores viviam em um mundo analógico, lento e que os impulsionava a viver com maior resiliência mental.

Os pontos fortes dos maiores de 50 anos

De acordo com os psicólogos, pessoas que cresceram nos anos 60 e 70 desenvolveram forças mentais que a Geração Z está perdendo

Diante da imediaticidade que envolve quase todos os aspectos da vida da Geração Z, essas pessoas desenvolveram uma paciência que choca diretamente com a gratificação instantânea à qual somos submetidos hoje.

Antigamente, pessoas esperavam respostas por carta, as fotos fossem reveladas dias após serem tiradas, ou até mesmo assistir a um programa favorito em um horário específico e em um determinado dia da semana.

O resultado é um exemplo de como essas gerações conseguem lidar com a incerteza sem cair na ansiedade e no estresse que a vida moderna tornou cada vez mais comuns.

Na mesma linha, um discurso cada vez mais comum também é introduzido para entender o mundo que cerca os jovens, como que as novas gerações não sabem como se entediar.

Segundo psicólogos, o tédio é fundamental para desenvolver força mental não apenas pela paciência que exige, mas também porque é um dos principais motores da criatividade e da introspecção.

Da mesma forma, quando essas gerações faziam alguma tarefa, faziam-no sem distrações e sem a necessidade de imediatismo, o que causava uma atenção completamente diferente do que vemos hoje em jovens, muito mais acostumados a vídeos curtos e com estímulos constantes que impedem de se concentrarem por longos períodos.

O que a Geração Z Está Perdendo

De acordo com os psicólogos, pessoas que cresceram nos anos 60 e 70 desenvolveram forças mentais que a Geração Z está perdendo

Os exemplos de resiliência que representam um abismo entre essas gerações e a Geração Z de hoje não param por aí, e também acabam prejudicando aspectos-chave da vida cotidiana, como a socialização.

Hoje, fugir dos problemas é tão fácil quanto não responder a alguém no WhatsApp ou se esconder atrás do anonimato da internet para liberar essa frustração. Gerações anteriores, por outro lado, tiveram que enfrentar problemas cara a cara para resolvê-los.

Enfrentar isso gera uma inteligência emocional muito diferente da atual, forçando a enfrentar o desafio de aprender a ler a linguagem corporal do seu interlocutor, aprender a desescalar conflitos e, claro, desenvolver a coragem necessária para enfrentar o problema e manter uma conversa desconfortável que hoje tentamos evitar a todo custo.a

Embora hoje pareça lógico apoiar a ideia da Geração Z de falar sobre nossos sentimentos como sintoma de força, o que os estudos destacam é que, tendo vivido em um mundo em que foram forçados a reprimir esses sentimentos, eles se tornaram um tipo diferente de algo que continuou a melhorar com o tempo.

A necessidade de sempre seguir em frente, mesmo se sentindo mal, acabou dando a eles uma estabilidade emocional que muitos jovens invejam hoje.

Matéria traduzida e adaptada do site parceiro 3DJuegos*

Deu em MSN

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista

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