Após o encontro, Vieira afirmou que os Estados Unidos querem “resolver rapidamente as questões bilaterais” com o Brasil.
Proposta brasileira
Segundo o chanceler brasileiro, o governo Trump deve responder na sexta-feira, 14, ou na “próxima semana”, a uma proposta apresentada pelo Brasil após receber uma “lista de temas” de Washington no encontro anterior.
“Estive com ele [Marco Rubio] no Canadá, perto de Ontário, na reunião do G7. Nos dois intervalos das reuniões, tivemos ocasião de discutir [sobre o tarifaço]. Inclusive, acho que ele mostrou interesse dele, do governo dos Estados Unidos, em ter uma boa relação e resolver as questões com o Brasil. Marcamos, na ocasião de ontem, esse encontro hoje, que ainda não tinha sido marcado. E nele, nós discutimos todos os temas dessa relação bilateral.
Nesse momento, eu disse a ele que as conversas já eram frequentes desde o mês de fevereiro ou março e que, recentemente, no dia 4 de novembro, houve uma reunião virtual.
Uma reunião por videoconferência, no nível técnico, no alto nível técnico, em que representantes do Ministério de Relações Exteriores, Ministério da Fazenda e do Ministério da Indústria, com a contraparte americana, do representante comercial da Casa Branca, ocasião que apresentamos propostas para a solução da questão.
Fizemos uma proposta que é uma resposta à primeira proposta, à primeira lista de temas que eles nos apresentaram quando eu estive aqui em 16 de outubro. Estamos esperando que eles nos respondam.
O secretário de Estado [Marco Rubio] disse que estão analisando com toda atenção em todo tempo, que querem resolver rapidamente as questões bilaterais com o Brasil, e que a resposta virá muito proximamente. Amanhã, ou na próxima semana, e reiterou…”, disse a repórteres.
“Acordo provisório”
Vieira afirmou também que Brasil e Estados Unidos desejam chegar a um acordo provisório até “o fim deste mês, ou no início do mês que vem”, que estabeleça um “mapa do caminho” para a negociação completa.
“Ele disse que hoje comentou com o presidente [Donald] Trump que iria se reunir comigo e o presidente manifestou a situação de resolver rapidamente e de manter uma bola relação com o Brasil.
Disse que gostou muito da reunião que teve com o presidente Trump [no caso, Lula] na Malásia e reafirmou o que tinha sido proposto, já nas reuniões técnicas, de se chegar a um acordo provisório até o fim desse mês, ou princípio do mês que vem, que estabelecesse um mapa do caminho para uma negociação que poderia durar dois meses ou três meses.
Para, então, se concluir todas as negociações entre os dois países. Mas o importante é dizer que é uma demonstração do interesse do governo americano e do secretário de Estado de solucionar todas as questões ainda pendentes com o Brasil”, disse.

