Santa Maria inova com linha de água mineral em garrafa de vidro de 750 ml - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Empresas 05/10/2025 07:15

Santa Maria inova com linha de água mineral em garrafa de vidro de 750 ml

Santa Maria inova com linha de água mineral em garrafa de vidro de 750 ml

Tradicional no Rio Grande do Norte e uma das empresas mais consagradas no setor de água mineral, a Água Santa Maria aposta em mais uma novidade para o mercado: as garrafas de vidro de 750ml.

A nova linha se une às garrafas de vidro de 500ml, implementadas há cinco anos, bem como à água em lata descartável. A ideia já tem atingido mercados do RN e de outros estados.

A expectativa da empresa em relação ao faturamento e crescimento de vendas para 2025 é de 6%, média registrada nos últimos anos.

Segundo o diretor-presidente da Santa Maria, Roberto Serquiz, a inovação tem sido implementada aos poucos no setor alimentício do RN, em especial bares e restaurantes. A ideia já é vista em países da Europa e da América Central, sendo ainda novidade no Brasil e restrita a poucos estados.

“Essa é uma linha de modernização conceitual. Estamos vivendo a era da sustentabilidade, são produtos que têm esse conceito, sendo 100% recicláveis, como o vidro e a lata, tendo uma retroalimentação para um segundo processo. Hoje é mais do que necessário que essa mudança venha a acontecer”, comenta.

Ainda segundo Serquiz, há uma certa resistência inicial do mercado em função do preço dos produtos, situação que a Santa Maria tem tentado driblar com estratégias e negociações diretas com o setor de bares e restaurantes. Já há garrafas de vidro da Santa Maria na Paraíba, Pernambuco e Ceará.

Garrafas de vidro da Santa Maria ultrapassaram fronteiras do RN e já chegaram na PB, PE e CE | Foto: Alex Régis

“É uma compra seleta, mas é uma realidade que tende a aumentar a cada Cop [conferência climática], a cada discussão de meta que é estabelecida para o próprio país. A Política Nacional de Resíduos Sólidos exige, apesar dela ser de 2010 e sem ser implementada, mas uma vez isso ocorrendo, essa escala naturalmente vai acontecer e passa a ser uma exigência”, comentou Roberto Serquiz.

Para adotar as recentes inovações na empresa, a Santa Maria investiu em equipamentos de última geração e materiais de qualidade. No caso das garrafas de vidro, por exemplo, as máquinas são capazes de envasar 6.000 garrafas por hora. Em se tratando das latas e descartáveis, o volume chega a 4.000/h e dos garrafões a 1.200/h.

Nas garrafas de vidro, por exemplo, há dois tipos de lacre, sendo um tamponamento com as tampas semelhantes às garrafas de cerveja e o de alumínio, novidade da empresa.

Mesmo tendo adotado uma nova linha de produtos para o consumidor nos últimos anos, a Santa Maria segue tendo como carro-chefe o garrafão de 20 litros, com linhas plus e premium. Os garrafões correspondem a 70% das vendas da empresa, com a Santa Maria tendo mais de 223 distribuidores em todo o Estado.

Mesmo com nova linha de produtos para o consumidor, a Santa Maria segue tendo como carro-chefe o garrafão de 20 litros | Foto: Alex Régis

Num desses itens, por exemplo, além do tradicional lacre para evitar contaminações, o garrafão também vai com capa protetora e lenço de limpeza com álcool em gel para higienização. Há diferenciação também em relação ao material dos vasilhames, sendo alguns deles mais resistentes a danos e impurezas, por exemplo.

“Nós, da Santa Maria, buscamos essa inovação, que é uma cultura permanente da empresa, não só na parte de produtos mas também de processos e da gestão. É uma empresa antiga, de 1968, porém ela não envelheceu. Tivemos várias atualizações. Tanto é que temos todos os tipos de embalagens, desde o copinho ao garrafão”, comenta Roberto Serquiz.

Produtos

A linha de produtos oferecidos ao consumidor pela Água Santa Maria é formada por copos de 200 ml, recipientes retornáveis e descartáveis (garrafas de 500ml de vidro e plástico), recipientes de 5 litros e ainda garrafões de 20 litros.

Além da lata e das garrafas de vidro recém-lançadas, a empresa também tem passado por processos de avaliação interna e de mercado para novos lançamentos. A expectativa é de que haja novos produtos nos próximos anos.

Máquinas podem envasar até 6.000 garrafas de vidro por hora | Foto: Alex Régis

Empresa adota práticas sustentáveis

Saindo da fonte até chegar na casa do consumidor, a água da Santa Maria passa por um minucioso processo de práticas sustentáveis e controle de qualidade visando evitar contaminações e impurezas.

Nesse sentido, a empresa conta com equipamentos em inox, tubulações de inox polidos interna e externamente e de maneira aérea, cabines de envase hermeticamente fechadas, entre outras questões.

“Temos manutenção preventiva e preditiva: se há um rolamento que tem um prazo de validade, trocamos naquele prazo, não deixamos vencer para poder trocar. Todo esse conjunto de procedimentos da equipe de manutenção dialoga com a qualidade. Temos laboratório próprio, com profissional que acompanha toda a análise sistemática”, cita.

A empresa fica situada na zona rural de Parnamirim, na Grande Natal, numa área de saldo de mata ciliar na região de Cajupiranga.

“Por estarmos encravados nessa região de mata, é onde está nossa qualidade e diferencial. É uma água que tem zinco, potássio, bicarbonato, magnésio, cálcio. É uma água que tem essa história, encravada na mata ciliar. Essa qualidade de pureza é o que preservamos mais para que o que saia da fonte chegue na embalagem e chegue até o consumidor com a qualidade que saiu daqui”, analisa.

Ainda segundo Serquiz, a empresa também adota práticas ambientais e preservação da área à qual a indústria está situada.

“Somos o grande guardião dessa área. A partir do momento que temos uma lavra, temos a responsabilidade sobre a preservação. Fazemos até um pouco mais, porque fazemos todo o monitoramento aqui, até mesmo do Rio Cajupiranga. O Rio Cajupiranga entra de uma maneira e sai muito melhor, porque nós temos 40 mil litros de água ali derramando, é 24 horas. Então abastecemos o rio Cajupiranga e consequentemente abastece também o rio Pirangi, isso é um ponto de sustentabilidade”, cita.

Em relação a questões sociais, o quadro de funcionários é da época da fundação da empresa, datada de 1968, além do fato de estar há 35 anos sem causas trabalhistas.

Toda a parte de vasilhames, resíduos e o que puder ir para um processo de reciclagem é encaminhado para uma recicladora na cidade de São José de Mipibu. Os resíduos são processados e vendidos para outra indústria em outros estados do Brasil.

Deu em Tribuna do Norte
Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista