Imigrantes 11/09/2025 19:54
Polícia dos EUA vai prender com base em sotaque, idioma ou aparência

Assim como já fez em Washington, o presidente norte-americano Donald Trump agora planeja enviar forças militares para conter a “violência” em Chicago.
Nova York também estaria na lista. Mas a proposta não agradou: moradores da capital Illinois saíram às ruas na terça-feira (9/9) em protesto.
Mas há um receio real de que os militares, hoje nas ruas, acabem participando de detenções de imigrantes — especialmente após a Suprema Corte autorizar operações com base em critérios como idioma e aparência.
A situação em Chicago está conflituosa. De um lado, o governo federal lançou recentemente uma operação de repressão, batizada de “Operation Midway Blitz”, com o objetivo de deter imigrantes indocumentados com antecedentes criminais. A ação foi realizada sem aviso prévio às autoridades locais e resultou em prisões em bairros como Lawndale, além de protestos que bloquearam o trânsito no centro da cidade.
Por outro lado, autoridades locais, como o prefeito Brandon Johnson e o governador J.B. Pritzker, se posicionaram fortemente contra qualquer intervenção militar, citando a Constituição e a ausência de uma emergência real que justificasse a medida. Mesmo com ameaças de enviar a Guarda Nacional, até o momento não há confirmação de tropas federais nas ruas de Chicago.
Enquanto Trump afirma que a medida visa restaurar a ordem em cidades “caóticas”, quase sempre governadas por democratas, críticos enxergam uma escalada autoritária e temem detenções sem julgamento.
O uso da Guarda Nacional para ações de policiamento interno encontra barreiras legais significativas. Especialistas e líderes jurídicos apontam que isso violaria o Posse Comitatus Act, uma lei federal que proíbe o uso das Forças Armadas em funções de controle social dentro do país. Há precedentes recentes, como uma liminar concedida por um juiz federal na Califórnia, que bloqueou a presença militar em Los Angeles por esse motivo — e esse mesmo argumento pode ser aplicado a Chicago.
Na segunda-feira (8), a Suprema Corte dos EUA vibrou com uma decisão controversa: por maioria de 6 a 3, liberou os agentes federais para retomar patrulhas migratórias em Los Angeles, que haviam sido barradas por violarem direitos constitucionais.
Antes, um juiz federal havia proibido abordagens baseadas apenas em critérios como raça, etnia, idioma ou tipo de trabalho — fatores criticados por favorecerem claramente perfis raciais, sobretudo contra latinos. Agora, esses “indícios” podem ser considerados parte da formação de “suspeita razoável”.
Especialistas em direitos civis e advogados alertam que a decisão equivale a legalizar o perfilamento racial, uma vez que permite que agentes parem pessoas que falam espanhol ou têm sotaque no inglês, ou que trabalhem em determinados locais comuns a imigrantes.
Isso alimenta o medo de que, com a autorização judicial, essas detenções possam se expandir — inclusive integrando militares se eles forem mobilizados em operações ligadas à imigração. Muitos temem a escalada de uma política de repressão e “criminalização” dos imigrantes.
O presidente Trump já sinalizou que pretende expandir sua operação militar interna a outras cidades democratas, incluindo Nova York.
A cidade tem sido campo de disputa entre republicanos, que condenam a existência das chamadas “cidades santuário” — onde a polícia costuma deixar imigrantes sem documentos em paz —, e democratas. Muito antes de Donald Trump ser eleito para o segundo mandato, o governador do Texas já enviava ônibus lotados de imigrantes para a cidade.
A tentativa de pressionar o sistema deu certo, e Nova York se tornou um dos principais destinos dos imigrantes que cruzaram a fronteira em número recorde entre 2022 e 2023.
Hoje, a cidade é vitrine das detenções de imigrantes que são surpreendidos após participar de audiências do processo de asilo. Depois de falar com o juiz federal e apresentar seu caso, muitos deles são capturados por agentes encapuzados do ICE — a polícia especial de imigração — no caminho para o elevador.
Os militares já estão nas ruas de Washington, D.C., desde 11 de agosto, quando o presidente Trump invocou o Artigo 740 do Home Rule Act —autorizando o controle federal da polícia metropolitana e a mobilização da Guarda Nacional local e interestadual para lidar com o que classificou como “emergência de segurança pública”.
Apesar da justificativa oficial de conter a criminalidade, vários soldados têm sido vistos executando tarefas inusitadas, como limpar praças, recolher lixo, fazer paisagismo e desmontar acampamentos de moradores de rua.
Essas ações fazem parte do programa oficial “Safe and Beautiful Task Force”, tema da coletiva de imprensa dada nesta terça pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitz. Durante o encontro com jornalistas, ela apresentou os avanços da operação, reforçando que a iniciativa tem como objetivo tornar a capital mais segura e atraente, além de exibir dados sobre a redução da criminalidade e o número de prisões realizadas até o momento.
Além disso, o governo ampliou a presença por meio da extensão das ordens de serviço da Guarda Nacional até dezembro de 2025, garantindo pagamento contínuo e benefícios aos soldados — indicando que essa mobilização não será breve.
Deu em RFI,/Metrópoles.

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