Celebridades 24/08/2025 15:20
Beatles: Ao invés de terraço, último show da banda quase foi nas pirâmides

63 anos após o início de suas carreiras, os Beatles voltaram a ser assunto em 2025. Na última semana, representantes da marca dos Fab Four anunciaram o relançamento da coleção Anthology com um disco inédito:
o Anthology 4, que reúne bastidores, versões de clássicos e trechos de canções nunca lançadas pelos Beatles.
A coletânea estará disponível para compra a partir do próximo dia 21 de novembro e, para celebrar o marco, apenas 5 dias depois, a Disney+ estreará em seu catálogo a versão estendida da série documental “The Beatles: Anthology”, com cenas inéditas de John, Paul, George e Ringo.

Tendo encerrado suas atividades oficialmente em 1970, com o lançamento do álbum “Let It Be”, Os Beatles já sofriam desgastes internos em 1969, ano que marcou a última colaboração entre os Fab Four, culminando na obra-prima “Abbey Road”. Apesar de ter sido lançado no ano seguinte, o material de “Let It Be” foi gravado em janeiro de 69.
Foi naquele mesmo mês e ano que o grupo decidiu realizar, em Londres, uma lendária última apresentação ao vivo, no terraço da Apple Corps — gravadora da banda. Entretanto, as ideias iniciais para a “last dance” dos Beatles eram bem diferentes e iam muito além das fronteiras da Inglaterra no fim da década de 1960.
Sim, o plano original dos Beatles era fazer o último show ao vivo da banda nas pirâmides do Egito. Essa ideia surgiu junto a várias outras sugestões tão mirabolantes quanto. Na virada de 1968 para 1969, a banda tinha planos para encerrar o projeto Get Back — que culminaria no já mencionado álbum “Let It Be” — com um grande e memorável espetáculo.
Mas o grupo estava dividido: Paul queria voltar aos palcos, John estava hesitante, George já não tinha paciência para turnês, e Ringo iria junto somente se os outros topassem.
Mesmo assim, o produtor Michael Lindsay-Hogg, que dirigia o documentário do álbum, sugeriu várias locações grandiosas para um concerto de despedida, que incluíam: um anfiteatro romano no Norte da África, um navio particular no meio do oceano, uma ilha deserta só com os fãs convidados, um vulcão, o deserto da Líbia e até as Pirâmides de Gizé, no Egito.

A proposta era quase cinematográfica: a banda tocaria diante das pirâmides, com a grandiosidade das construções milenares como cenário — uma espécie de despedida “mítica” e universal. O problema é que a logística era absurda (custos altíssimos, transporte de equipamentos, burocracia com o governo egípcio, e claro, a resistência de George e John, que não queriam um show megalomaníaco). Então, a ideia foi descartada.
O que restou foi a solução improvisada e lendária: o concerto no telhado da Apple Corps, em Londres, em 30 de janeiro de 1969. Ou seja, de um sonho de pirâmides e ruínas romanas, a última performance ao vivo dos Beatles acabou acontecendo no topo de um prédio em plena cidade cinzenta, de modo simples e espontâneo — mas que se tornou igualmente icônico.
O último show dos Beatles foi uma apresentação surpresa, feita no horário de almoço, que durou cerca de 42 minutos. Eles tocaram nove tomadas de cinco músicas (Get Back, Don’t Let Me Down, I’ve Got a Feeling, One After 909 e Dig a Pony).

No início, a apresentação atraiu curiosidade e encanto dos pedestres na rua. Mas logo começaram as reclamações por barulho e congestionamento.
A polícia londrina foi chamada, subiu ao telhado e pediu o fim do concerto.
Após resistirem um pouco, a banda encerrou com uma versão estendida de “Get Back”, interrompida justamente pela chegada dos oficiais. Essa cena está presente no documentário Get Back de 2021, dirigido por Peter Jackson (e a reação de McCartney é impagável).
Depois disso, os quatro foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a confusão e a perturbação da ordem. Não houve prisão formal, mas a cena marcou a dimensão simbólica daquele ato: o grupo mais famoso do mundo fechando sua trajetória ao vivo em um show improvisado, interrompido pela polícia, como se fossem ainda os garotos rebeldes de Liverpool.

Descrição Jornalista
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