Sem categoria 18/03/2014 11:31
Servidor responsável pelo patrimônio do STF já sofreu pena por improbidade
O servidor responsável por cuidar do patrimônio do STF cumpriu pena por peculato e por improbidade administrativa em razão de uma suposta apropriação indevida de recursos da CEF, quando era gerente de uma das agências do banco em Brasília.
As informações são de reportagem publicada nesta fim de semana pelo jornal O Globo.
De acordo com o matutino, a CEF apontou que, em 1998, o então gerente fraudou o banco e usou aproximadamente R$ 5 mil para pagar contas pessoais.
Ele foi condenado a uma pena de prisão de dois anos e seis meses em regime aberto, por peculato. A pena foi substituída por 910 horas de trabalho e pelo ressarcimento do dinheiro desviado.
Segundo reportagem d’O Globo, Em 2006 e em 2007, o servidor prestou serviços à comunidade, passou a dar expediente no centro, das 8 às 12 horas.
À tarde, exercia a função de secretário de Administração substituto do STF. Em 2011, ele foi condenado por improbidade e, desde 2005, ele eventualmente exerce o cargo de secretário substituto de Administração e Finanças, um dos mais altos postos da hierarquia administrativa do tribunal.
O matutino conta que Edmilson chegou ao STF em 2000, por meio de concurso público. Ele assumiu o cargo de analista judiciário da área administrativa e, em 2002, foi nomeado para a primeira função comissionada no tribunal, a de chefe da Seção de Transporte.
No ano seguinte, passou a chefiar a Seção de Contratos, subordinada à Coordenadoria de Material e Patrimônio. Em 2004, o analista foi nomeado como coordenador de Patrimônio, em ato assinado pelo então presidente do STF, ministro Nelson Jobim. Desde então, Edmilson é o substituto escolhido para o cargo de secretário de Administração e Finanças, responsável pelos contratos do tribunal. Na sentença por improbidade, uma das proibições impostas é o impedimento de firmar contratos com o poder público.
A reportagem aponta ainda que há atos de Edmilson como secretário até janeiro deste ano, principalmente assinaturas de contratos como representante do STF e dispensas de licitação.
O salário bruto do servidor é de R$ 19,8 mil, dos quais R$ 6,1 mil são pagos em razão da função comissionada de coordenador.
Deu em Migalhas

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