Futebol 02/08/2026 08:38
7 motivos que fizeram a FIFA desistir de “vender” a Copa do Mundo

A FIFA deu um passo para trás em um dos projetos mais ousados e controversos de sua história recente.
A intenção do presidente Gianni Infantino era criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma empresa privada que passaria a controlar os valiosos direitos comerciais e de transmissão dos maiores torneios da entidade, como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes.
Em troca de abrir espaço para investidores privados e capital financeiro no negócio, a FIFA prometia inflar o caixa das 211 federações filiadas, saltando os repasses de US$ 8 milhões para até US$ 20 milhões (com promessas que chegavam a US$ 40 milhões).
No entanto, a ideia de privatizar o maior patrimônio do futebol transformou-se em uma crise sem precedentes. Abaixo, entenda os 7 motivos que forçaram a entidade a rasgar o plano e recuar:
1. Racha profundo na governança do futebol
2. Ameaça de boicote da UEFA
Com o recuo forçado, Infantino prometeu reunir confederações e federações nas próximas semanas para buscar caminhos alternativos
3. Rejeição em bloco das Confederações
Não foi apenas a Europa. Concacaf e AFC (Ásia) rejeitaram a proposta publicamente, enquanto Conmebol, CAF (África) e OFC (Oceania) travaram o andamento exigindo explicações. Sem o apoio dos continentes, a proposta perdeu qualquer viabilidade política.
4. Renúncia e protesto na cúpula da FIFA
A crise atingiu o topo do gabinete de Infantino. Carlos Cordeiro, um de seus assessores de maior confiança, renunciou ao cargo especificamente em protesto contra a criação da FFE, escancarando que a resistência partia de dentro da própria entidade.
5. Suspeitas de “compra de votos” bilionária
A promessa de disparar os repasses financeiros para as federações — acompanhada por documentos vazados que mostravam ofertas de até US$ 40 milhões — pegou muito mal. O apelo exagerado para obter apoio político levantou sérios questionamentos éticos sobre o uso do dinheiro.
6. Isolamento e descolamento político
O plano perdeu sustentação até nos bastidores da política internacional. O presidente dos EUA, Donald Trump, negou publicamente ter discutido a proposta com Infantino, desmontando qualquer tentativa da FIFA de usar grandes líderes globais para chancelar o projeto.
7. Perda do propósito institucional
A proposta focou tanto na atração de investidores e na busca por rentabilidade que acabou descaracterizando o papel da FIFA. Ao tentar entregar o controle do seu maior ativo ao mercado privado, a entidade deixou de lado seu objetivo primordial: desenvolver o futebol mundial de forma equilibrada.
E agora?
Com o recuo forçado, Infantino prometeu reunir confederações e federações nas próximas semanas para buscar caminhos alternativos. O desafio agora é descobrir como socorrer financeiramente as federações menores sem precisar “vender a alma” da Copa do Mundo.

Descrição Jornalista
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