Governo Federal 12/01/2022 19:00

Nordeste responde por 47% das famílias atendidas pelo Auxílio Brasil

Região com maior número de beneficiários do programa de transferência de renda do Governo Federal teve aumento de 1,18 milhão de concessões de dezembro para janeiro

O Governo Federal inicia em 18 de janeiro o pagamento do Auxílio Brasil em 2022, contemplando um patamar inédito de 17,56 milhões de famílias. O quantitativo “zera a fila” de 3,06 milhões de pessoas com solicitação e elegíveis a entrarem no programa em dezembro de 2021.

O investimento total para os pagamentos supera R$ 7,1 bilhões. Nesta quarta, 12/01, o Ministério da Cidadania inicia a publicação de recortes regionais da concessão do benefício.

O Nordeste é a região com mais beneficiários atendidos, 8,31 milhões, ou 47% do total.

Neste mês, mais de 1,18 milhão de famílias do Nordeste entraram na folha de pagamento do Auxílio Brasil. A região é a que teve o maior crescimento na quantidade de pessoas atendidas.

O acréscimo é de 16,6% no número de beneficiários em relação a dezembro de 2021. No recorte de 3,06 milhões de novas concessões, o Nordeste corresponde por 38,56% desse total.

Na região, a Bahia foi o estado com o maior número de novas concessões em janeiro. São 316,16 mil famílias que passaram a integrar o Auxílio Brasil, totalizando 2,16 milhões de pessoas beneficiadas.

Em seguida estão Pernambuco, com 216,52 mil novos contemplados, chegando a 1,39 milhão de beneficiários, e Ceará, com mais 186,39 mil pessoas na folha de pagamento, num total de 1,27 milhão de famílias.

O ministro da Cidadania, João Roma, reforça que os repasses do Auxílio Brasil em janeiro marcam a maior concessão da história das políticas de transferência de renda do Governo Federal e consolidam o conceito abrangente do programa.

» Confira o detalhamento dos repasses por município (arquivo .PDF)

“Além da transferência de renda em valores inéditos e com o repasse mínimo de R$ 400 por família, dando amparo aos mais vulneráveis, o programa oferece trilhas de emancipação e acesso a um conjunto integrado de políticas públicas, prezando pela proteção e desenvolvimento social das famílias beneficiadas”, disse.

Patrícia Soares, de Feira de Santana (BA), é uma das beneficiárias. Desempregada há cinco meses, ela busca em faxinas na casa de parentes e amigos a renda para cuidar do filho. Na mudança do Bolsa Família para o Auxílio Brasil, o repasse mensal a que ela tinha direito saltou de R$ 41 para R$ 400.

“Esse benefício está me ajudando bastante. Vai mudar a minha vida completamente. Agora tenho mais para oferecer para o meu filho”, afirmou.

Novas concessões

Para que a família seja habilitada ao Auxílio Brasil, além de atender aos critérios de elegibilidade e ter os dados atualizados no Cadastro Único nos últimos 24 meses, é importante que não haja divergência entre as informações declaradas no cadastro e registros em outras bases do Governo Federal.

A seleção é feita de forma automática e considerando a estimativa de pobreza, a quantidade de famílias atendidas em cada município e o limite orçamentário anual do Auxílio Brasil.

Ao entrar no programa, as famílias recebem, pelos Correios, no endereço informado durante o cadastramento, duas cartas encaminhadas pela Caixa: a primeira com orientações gerais sobre o Auxílio Brasil e a segunda com o cartão para movimentação bancária do benefício.

O cartão é gerado automaticamente para todas as famílias que ingressam no Auxílio Brasil, em nome do Responsável Familiar. Com ele, a pessoa pode fazer saques parciais ou no valor integral do benefício.

Além disso, pelo aplicativo Caixa Tem, o beneficiário pode pagar contas, realizar transferências e consultar extratos, entre outros serviços.

Fonte: Assessoria

Ricardo Rosado de Holanda



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