Ciência 13/03/2020 10:15

UFRN cria gel anti inflamatório que serve para humanos e cavalos

Um novo depósito de pedido de patente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) resultou em um gel para tratamento de inflamações, obtido a partir de novas formulações farmacêuticas com folhas das espécies Kalanchoe laciniata e Bryophyllum pinnatum, ambas cultivadas na Caatinga.

Um novo depósito de pedido de patente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) resultou em um gel para tratamento de inflamações, obtido a partir de novas formulações farmacêuticas com folhas das espécies Kalanchoe laciniata e Bryophyllum pinnatum, ambas cultivadas na Caatinga.

Além do uso em humanos, a nova medicação pode ser utilizada no tratamento veterinário de equinos, bovinos e caprinos. Uma das cientistas envolvidas, a professora do Departamento de Farmácia da UFRN, Silvana Maria Zucolotto Langassner, colocou que a invenção foi testada em modelos experimentais de inflamação aguda, em que se observou a redução dos inchaços provenientes das irritações.

“As duas espécies são ricas em metabólitos classificados como flavonoides, substâncias naturais com ações anti-inflamatória, vasodilatadora, analgésica, anticancerígena, anti-hepatotóxica, antimicrobiana e antiviral. A nossa invenção comprova cientificamente a viabilidade da utilização de matérias-primas, derivadas das folhas frescas ou secas das espécies, em formulações farmacêuticas com atividade anti-inflamatória”, especificou Silvana Langassner.

O gel é produto de pesquisa desenvolvida por Edilane Rodrigues Dantas de Araújo no mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF).

O estudo contou com a parceria da equipe do Laboratório de Tecnologia e Biotecnologia Farmacêutica.

Segundo ela, a conclusão é que os “sucos” das duas espécies apresentaram atividade gastroprotetora e anti-inflamatória tópica em modelos in vivo, resultados que justificam a utilização popular das espécies. Atualmente, Edilane de Araújo desenvolve pesquisa no doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS), no qual testa a capacidade do gel em atuar na cicatrização do processo inflamatório.

As  pesquisadoras envolvidas deram mais detalhes a respeito do produto e da pesquisa em vídeo disponibilizado no Instagram.

Fonte e foto: Assessoria

Ricardo Rosado de Holanda



Descrição Jornalista