Sem categoria 21/03/2014 19:09

A maquiagem do prédio imprestável antes de entregar ao Governo

Por fatorrrh_6w8z3t

5691f4b2b2b99d4d92438ea0db485b12 626ad5f0cf26af3b6bbbf898985d8202Deu no Portalnoar
Por Ciro Marques
(Fotos: Wellington Rocha)
Tudo não passou de uma simples maquiagem. Não, não estamos falando da denúncia feita pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) no início da semana contra a governadora Rosalba Ciarlini a respeito do investimento do Estado na Educação.
Estamos falando do que foi feito pelo próprio MP no imóvel abandonado pelo órgão desde 2008. Troca de tapumes, recolhimento do lixo que se acumulava dentro do prédio, corte de mato. Ou seja: uma tentativa de amenizar o claro abandono do imóvel.
A maquiagem, pelo menos, agradou aqueles que transitam pelo local diariamente. “Está melhor do que antes. Mas o bom mesmo era que dessem um destino a ele”, afirmou Francisco Balbino, vendedor que trabalha próximo ao prédio. “Eles vieram ontem (quinta-feira, 20) e hoje pela manhã. Tiraram uma ruma de lixo aí de dentro e jogaram ali na calçada”, contou.
A quantidade de lixo e entulho impressiona. Barro, pedaços de gesso, concreto e mato. Tudo empilhado no canto da calçada, pior, junto ao muro do vizinho. O matagal que crescia entre as vagas da calçada foi todo retirado, assim como as garrafas de bebida alcoólica e pontas de cigarro.
Na frente, alguns dos buracos feitos nos tapumes foram tapados. Aqueles que ficaram abertos no térreo, pelo menos, permitem apenas que quem está do lado de fora veja o que há dentro, não mais entrar. Menos mal. Apesar das janelas do primeiro e segundo andares continuarem abertas. Em visita ao prédio na tarde de hoje, o portalnoar.com contou seis janelas arrombadas.
Vendo por dentro do imóvel, agora limpo, é possível ver que ele ainda tem valor. Não tanto que já teve um dia, é verdade, mas ainda tem valor. O piso de granito, por exemplo, dá uma ideia disso.
Porém, é bem verdade que quando se pensa na real condição do imóvel, é possível constatar que tudo que foi feito não passou de uma mera maquiagem. Por exemplo, o prédio continua sem telhado. Se chover, a água voltará a entrar, ou pelo teto, ou pelas janelas, abertas. Consequentemente, voltará a acumular água no piso, criando focos do mosquito da dengue. Vai contribuir, também, para a continuidade da infiltração das paredes e a proliferação do mofo.

Ricardo Rosado de Holanda



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