Sem categoria 17/03/2014 19:30

Prédio foi abandonado pelo MP por falta de 3 vagas na garagem

Por fatorrrh_6w8z3t

Deu no Portalnoar
Por Ciro Marques
Três vagas na garagem.
Foi isso que impediu que o prédio comercial comprado em 2008 pelo Ministério Público do RN pudesse sediar as promotorias criminais do órgão.
Consequentemente, foi isso que motivou o abandono do imóvel, logo após a compra.
Agora, é isso que deve resultar num prejuízo de quase R$ 1 milhão aos cofres do MP. Afinal, sem uso e necessitando de uma ampla reforma, o prédio deverá ser doado para o Governo do Estado.
A informação a respeito das vagas foi dada pelo promotor de Defesa do Consumidor, José Augusto Peres. Na época, ele era o procurador-geral de Justiça e foi o responsável pela compra do imóvel.
“Aquele imóvel iria sediar as promotorias de investigação criminal. Porém, o município afirmou que precisaria de mais três vagas de garagem, o que provocaria uma reforma que acabaria por destruir um andar inteiro do imóvel”, contou José Augusto Peres.
O ex-procurador-geral de Justiça afirmou que foi pego de surpresa pela inconformidade comercial do imóvel porque, naquela época, ele já abrigava clínicas médicas.
Ou seja, se ele já servia comercialmente, deveria estar apto para sediar promotorias. “Não poderíamos, enquanto Ministério Público, utilizar um prédio sem que ele tivesse alvará de funcionamento. Seria um mau exemplo dado pelo MP”, justificou José Augusto Peres.
O atual promotor de Defesa do Consumidor – instalado, inclusive, bem próximo ao imóvel abandonado pelo MP, na Rua Floriano Peixoto – ressaltou que pouco depois, a gestão dele na Procuradoria geral de Justiça acabou, ascendendo ao cargo Manoel Onofre Neto.
“Bom, porque o prédio não foi utilizado depois, aí eu já não sei dizer, porque já era outra administração e eu não podia ficar me metendo em outra administração”, explicou o promotor.
Na tarde de hoje (17), pouco depois de visitar o imóvel e constatar que ele, realmente, se encontra totalmente abandonado e é alvo de críticas dos vizinhos não é por acaso, o portalnoar.com buscou o Ministério Público (gerido pelo sucessor de Manoel Onofre, Rinaldo Reis) e foi informado do interesse do órgão de doar o prédio.
Ele será repassado para o Governo do Estado, para que funcione a Divisão de Homicídios.
A intenção do MP é doar “o mais rápido possível”, com o ofício sendo enviado já “nos próximos dias”.
A “batata quente”, quer dizer, o prédio, será então responsabilidade do Governo do Estado, que terá que gastar (mais) uma verba pública considerável para recuperá-lo completamente e, também, adicionar três vagas na garagem (ressalta-se que, atualmente, o prédio tem 12).
Será que, vendo o imóvel seguir abandonado pelo Governo, o MP vai “recomendar” a sua utilização?

Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista

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