Zuckerberg diz que maioria das empresas precisa de mais ‘energia masculina’ - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
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Redes Sociais 12/01/2025 09:48

Zuckerberg diz que maioria das empresas precisa de mais ‘energia masculina’

Em podcast, executivo disse ainda que é bom quando uma cultura “celebra um pouco mais a agressividade”. CEO da Meta também elogiou Donald Trump e criticou Joe Biden

Zuckerberg diz que maioria das empresas precisa de mais ‘energia masculina’

O CEO do Facebook e do InstagramMark Zuckerberg, lamentou o surgimento de empresas “culturamente neutras”, e que se distanciam da “energia masculina”. O executivo acrescentou ainda que é bom quando uma cultura “celebra um pouco mais a agressividade”.

— A energia masculina, eu acho que é boa, e obviamente a sociedade tem bastante disso, mas acho que a cultura corporativa realmente estava tentando se afastar disso. A cultura corporativa meio que se tornou algo mais neutro — disse Zuckerberg em um podcast, na sexta-feira.

Zuckerberg, que começou sua carreira avaliando a atratividade de mulheres na Universidade de Harvard (antes do Facebook, Mark criou um site chamado FaceMash onde usuários podiam comparar fotos de mulheres e votar na que mais lhe atraía), mencionou que cresceu com três irmãs e tem três filhas, e deseja que as mulheres tenham sucesso nas empresas.

— Se você é uma mulher entrando em uma empresa, provavelmente sente que é um ambiente muito masculino. Falta (à elas) a energia que você talvez tenha naturalmente — disse ele ao apresentador do podcast, Joe Rogan.

— Queremos que as mulheres possam ter sucesso e que as empresas aproveitem todo o potencial de grandes profissionais, independentemente de sua origem ou gênero — completou Zuckerberg.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, no podcast 'The Joe Rogan Experience' — Foto: Reprodução
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, no podcast ‘The Joe Rogan Experience’ — Foto: Reprodução

Mudanças na política da Meta

O episódio do podcast com Zuckerberg foi lançado poucos dias após a Meta flexibilizar suas políticas de moderação de conteúdo no Instagram e no Facebook, permitindo mais tolerância a críticas contra imigrantes, pessoas transgênero e não binárias, além de declarações excludentes baseadas no sexo ou gênero.

Na terça-feira, a Meta também anunciou o fim da checagem de fatos por terceiros nos EUA e, na sexta-feira, afirmou ter encerrado muitos de seus esforços internos de treinamento e contratação focados em aumentar a diversidade na força de trabalho.

O episódio de sexta-feira marcou a segunda participação de Zuckerberg no The Joe Rogan Experience. Rogan, considerado o podcaster mais popular do mundo, tem 19 milhões de inscritos no YouTube e mais de 15 milhões no Spotify.

Na entrevista, Zuckerberg expressou desconforto em lidar com a imprensa tradicional, afirmando que os podcasts estão impulsionando uma “mudança de paradigma em relação a quais vozes importam”.

O presidente eleito Donald Trump participou do podcast de Rogan próximo ao dia da eleição no ano passado, o que levou ao apelido de “eleição do podcast”, à medida que as campanhas passaram a utilizá-los em vez da mídia tradicional para transmitir suas mensagens.

Recentemente, Zuckerberg tem reposicionado sua empresa para ser mais favorável a Trump, tendo jantado com o presidente eleito em Mar-a-Lago, clube de Trump na Flórida, e planejando comparecer à posse do republicano.

Zuckerberg critica Biden

Desde as eleições nos EUA, Zuckerberg tem buscado se alinhar à nova administração — elogiando publicamente Trump, doando para seu fundo inaugural, nomeando um importante apoiador para o conselho da Meta e, mais recentemente, alterando as políticas de conteúdo de suas plataformas.

Zuckerberg criticou o governo Biden durante a entrevista com Rogan, alegando que funcionários da Casa Branca “gritavam” e “xingavam” os funcionários da Meta durante discussões sobre moderação de conteúdo relacionado à Covid-19 durante a pandemia.

— Foi brutal — disse ele, acrescentando que o governo ultrapassou os limites ao solicitar a remoção de publicações, incluindo sátiras, o que teria gerado desconfiança entre os eleitores. Ele já havia feito essas queixas em uma carta ao Congresso, em agosto.

Deu em O Globo

Ricardo Rosado de Holanda
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