Um dos maiores gênios da literatura “não era” quem exatamente se supunha.
Um novo livro, de autoria de Irene Coslet, afirma que William Shakespeare (1564-1616) era, na verdade, Emilia Bassano, uma mulher negr e judia que foi poetisa inglesa durante o período elisabetano.
“The Real Shakespeare: Emilia Bassano Willoughby”, que será lançado em 30 de março na Inglaterra, questiona a noção popular de que o autor de “Romeu e Julieta”, “Rei Lear” e “Hamlet” era “um homem branco de Stratford”.
“O debate sobre a identidade do poeta mais amado de todos os tempos e ‘pai’ do mundo de língua inglesa ainda persiste”, diz a descrição da obra. “Gerações de pesquisadores tentaram desmantelar o mito do homem de Stratford.
Agora, neste livro intrigante e bem documentado, Irene Coslet demonstra conclusivamente que Shakespeare não era um homem, mas uma mulher: uma dama de pele escura, de origem judaica, nascida em uma família de músicos da corte de Veneza, e a mãe do mundo de língua inglesa. Seu nome era Emilia Bassano”, acrescenta.
Mas como a autora chegou a essa conclusão?
Irene se baseou na “reavaliação de documentos históricos frequentemente negligenciados”, diz a editora da inglesa.
“Astuto, arrepiante e profundo, esta obra oferece ampla evidência de que Emilia foi a autora do cânone”, emenda.
A descrição do livro também afirma que “The Real Shakespeare: Emilia Bassano Willoughby” não trata apenas do debate sobre a quem os escritos de Shakespeare devem ser atribuídos, mas “da condição da mulher na época em que Shakespeare escrevia. Explica que o feminismo já existia na Inglaterra elisabetana e jacobina.
Revela não só que Shakespeare era uma mulher, mas também que ela defendia as mulheres. Reintegra Emilia ao contexto da época, por exemplo, explorando a relação entre Emilia e a Rainha Elizabeth I”.
Dada a sua fama e a profundidade da sua obra, a vida de Shakespeare tem sido objeto de extensa análise, levando por vezes a teorias da conspiração de que ele era uma fraude ou um pseudônimo. Dissertações e teses acadêmicas se debruçam sobre o tema, que também costuma ser o alvo de enredos do cinema.
Registos históricos indicam que Shakespeare se casou com Anne Hathaway aos 18 anos e teve três filhos com ela: Susanna, Hamnet e Judith.

