Entrevista 06/06/2021 07:38
Vídeo: “Não dá mais pra viver em um país que só pensa nisso”, diz Michel Temer sobre impeachment
O ex-presidente Michel Temer (MDB) assumiu o cargo mais importante da República como consequência de um processo de impeachment que abreviou o mandato de Dilma Rousseff (PT) no comando do país, o segundo impedimento desde a recente democratização do Brasil.
O ex-presidente Michel Temer (MDB) assumiu o cargo mais importante da República como consequência de um processo de impeachment que abreviou o mandato de Dilma Rousseff (PT) no comando do país, o segundo impedimento desde a recente democratização do Brasil.
Apesar de o mecanismo ter alçado o emedebista ao poder máximo para um político, Temer mostrou-se um crítico desse remédio durante entrevista exclusiva ao Metrópoles.
“Não dá mais para aguentar essa história de a gente ter impeachment toda hora”, disse (confira a partir de 6’30). “A nossa Constituição é adolescente, vai fazer 33 anos daqui a pouco, e [nesse período] já tivemos dois impeachments. Se eleito outro presidente, logo vai começar uma nova campanha pelo impeachment. Não dá mais para viver em um país que só pensa nisso”, afirmou (6’20)
Temer reconheceu que as manifestações populares engatilharam a derrocada do último governo petista, mas ao fazer uma leitura do cenário atual disse que não enxerga paralelos nem um ambiente favorável ao impeachment e consequente afastamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
“Não vejo pessoas vocacionadas a decretar o impeachment do presidente. Isso dependeria, naturalmente, do gesto do presidente da Câmara dos Deputados. E eu não vejo essa tendência de deflagração do processo de impeachment”, assinalou (2’48”).
Reconhecido pela capacidade de dialogar com representantes de diferentes matizes ideológicas, Temer disse que tem conversado com muitos agentes políticos em busca da construção de uma alternativa a candidatos que representem os extremos. Embora em franca atividade, o ex-presidente afastou, por ora, o desejo de concorrer a qualquer cargo nas eleições de 2022.
“Há um movimento muito intenso da chamada coluna do meio ou terceira via”, pontuou (10’9″). “Para o eleitorado é útil, porque o ruim é não ter opção: ou A ou B. Não é útil para a democracia”, afirmou (10’30”).
“Não vejo pessoas vocacionadas a decretar o impeachment do presidente. Isso dependeria, naturalmente, do gesto do presidente da Câmara dos Deputados. E eu não vejo essa tendência de deflagração do processo de impeachment”, assinalou (2’48”).
Reconhecido pela capacidade de dialogar com representantes de diferentes matizes ideológicas, Temer disse que tem conversado com muitos agentes políticos em busca da construção de uma alternativa a candidatos que representem os extremos.
Embora em franca atividade, o ex-presidente afastou, por ora, o desejo de concorrer a qualquer cargo nas eleições de 2022.
“Há um movimento muito intenso da chamada coluna do meio ou terceira via”, pontuou (10’9″). “Para o eleitorado é útil, porque o ruim é não ter opção: ou A ou B. Não é útil para a democracia”, afirmou (10’30”).
Ao comentar a atuação de Bolsonaro, Temer fez duas considerações. Na primeira, disse que o atual mandatário poderia ter se saído bem na condução da pandemia se tivesse assumido um comando unificado do enfrentamento ao novo coronavírus.
Na visão do ex-presidente, o titular do Planalto errou ao não assumir esse protagonismo.
A segunda consideração endossa o discurso de Fernando Haddad (PT), nesta semana, de que Bolsonaro é um forte candidato para 2022.
“Basta verificar as pesquisas. Por mais que caia, ele sempre está acima de 20%. Isso é uma força extraordinária em matéria eleitoral. Não se pode subestimar a força política e administrativa do presidente”, frisou (29′).
O emedebista ressaltou ainda que nunca foi criticado pelo atual mandatário.
“Quando um presidente assume, ele quer logo destruir o anterior. Até devo registrar que o presidente Bolsonaro jamais criticou o meu governo. Interessante. Não tem uma crítica feita por ele. Pelo contrário. No meu caso, ele foi muito correto”, afirmou (26”).
Temer também comentou os recentes deslindes dos processos rumorosos que até pouco tempo respondia na Justiça e que culminaram, inclusive, em uma prisão preventiva. Segundo o ex-presidente, a resposta para o calvário que enfrentou veio “a galope” (19’40”).
“Muito velozmente, a Justiça tem preferido as chamadas absolvições sumárias. Quer dizer, é tão despropositada a denúncia, que só teve objetivo político, que o juiz em oito ou 10 páginas disse que a denúncia era inepta e não ouviu ninguém.”
Durante a entrevista, Temer também falou sobre o andamento da CPI da Covid-19 e as possíveis consequências da comissão no Senado.
Deu em Metrópoles

Descrição Jornalista
02/03/2026 06:21 280 visualizações
Trump: centenas de alvos foram atingidos no Irã e comando militar “se foi”
02/03/2026 04:40 250 visualizações
Atenção, usuários do Pix: novas regras já valem e afetam seu dinheiro
02/03/2026 08:16 247 visualizações
Ataques ao Irã: entenda como ocorre o efeito em cadeia da elevação do preço do petróleo
03/03/2026 08:01 242 visualizações
MDB confirma mais três lideranças na disputa por vagas na Assembleia
03/03/2026 05:31 227 visualizações
Lulinha admite a interlocutores que teve voo e hotel pagos pelo Careca do INSS em viagem a Portugal
02/03/2026 11:26 223 visualizações
André Mendonça é o único que pode pedir sigilos de firma de Toffoli
02/03/2026 09:42 221 visualizações
Geladeira em miniatura viraliza e revela nova moda entre adultos
03/03/2026 18:39 198 visualizações
Inmet coloca 63 cidades em alerta vermelho de chuvas; há avisos para todo o RN
03/03/2026 07:56 194 visualizações
STF já admite em conversas reservadas que haverá impeachment em 2027
02/03/2026 13:55 176 visualizações