Viajar é o desejo número 1 dos brasileiros, segundo associação - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
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Turismo 02/10/2022 09:25

Viajar é o desejo número 1 dos brasileiros, segundo associação

Especialistas apostam na manutenção da alta do turismo de lazer, que voltou com tudo após o período de isolamento social causado pela pandemia

Viajar é o desejo número 1 dos brasileiros, segundo associação

O longo período de isolamento em casa na pandemia, a consolidação do home office como alternativa viável ao trabalho fixo no escritório e novas gerações mais interessadas em experimentar do que colecionar bens materiais são alguns dos fatores que levam os especialistas a apostar na manutenção do turismo de lazer em alta.

Destino majoritariamente de lazer, o Nordeste liderou as vendas no Brasil no primeiro trimestre de 2022, tanto na Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) quanto na Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa).

Com 86% das vendas do período sendo de viagens no Brasil, as associadas da Braztoa apontaram Salvador, Fortaleza, Maceió, Natal, Porto de Galinhas e Porto Seguro como os destinos mais comprados. Na lista da Abav, aparecem também São Paulo, Rio de Janeiro e Gramado.

“Acho que a gente realmente não contava que esse ‘revenge travel’ contra a pandemia fosse superar todos os índices e trazer a recuperação para 2022, e não para 2023 e 2024”, afirma Magda Nassar, presidente da Abav. “O lazer está muito aquecido. Viajar é o desejo número 1 dos brasileiros.”

No primeiro semestre de 2022, os hotéis do Grupo Leceres tiveram uma ocupação média de 75% – em 2019, era de 58%. A receita da empresa, que é focada no turismo de lazer, está 60% melhor do que antes da pandemia.

“Tudo caminha para fecharmos o ano com R$ 396 milhões”, diz Fabio Mader, CEO do grupo, criado a partir da venda da antiga rede GJP para um fundo de investimentos de private equity gerido pela RCapital.

“A receita decorrente do consumo cresceu 45% em relação à de antes da pandemia, com os hóspedes gastando mais em spa, restaurantes e experiências como piquenique e cinema no quarto.”

O tempo médio de permanência subiu de dois para 3,8 dias. “Agora a pessoa vai na quinta e faz home office na sexta, mas já está com a família. É comum ver gente na piscina com laptop”, conta o CEO.

“Mesmo com todas as dificuldades econômicas que estamos tendo, as pessoas estão reservando parte do orçamento para viajar.”

Para aproveitar esse boom, até dezembro de 2023 o grupo projeta sair de nove para 40 hotéis, incluindo um cinco estrelas novo de frente para o mar de Trancoso, na Bahia. Negociações em andamento incluem ainda um parque aquático e restaurantes.

A Schultz, operadora que também trabalha exclusivamente com lazer, registrou um aumento de 10% nas vendas do primeiro semestre de 2022 em relação ao mesmo período de 2019. A compra de roteiros nacionais superou a época pré-Covid.

“O turismo no Brasil em 2019 representava 20% das vendas. No primeiro semestre de 2022, foi 60% A pandemia nos ajudou no fortalecimento do nacional”, afirma Ana Santana, diretora geral da Schultz, que atua no B2B, vendendo seus pacotes apenas para agências – aproximadamente 7 mil em todo o Brasil.

As viagens para o exterior também cresceram na Schultz no primeiro semestre de 2022, em decorrência da reabertura de grande parte dos países.

“Alcançamos 60% das vendas internacionais do mesmo período de 2019”, diz a executiva. Janeiro e fevereiro não foram tão bons para o turismo nacional e internacional, segundo ela, porque o aumento de casos de Covid no pós-Réveillon inibiram as vendas.

A Azul Viagens, operadora ligada à companhia aérea nacional, por sua vez, já ultrapassou os resultados da pré-pandemia. “No segundo trimestre de 2022, estamos 69% acima do mesmo período de 2019 em faturamento e com um número de passageiros 30% maior”, afirma Ricardo Bezerra, gerente comercial da Azul Viagens.

Para Porto de Galinhas e Recife, por exemplo, a venda e o número de passageiros triplicaram.

No internacional, Lisboa e Orlando também se destacaram, com os respectivos crescimentos de 191% e 141% em faturamento e de 134% e 191% em passageiros.

Deu em Forbes

Ricardo Rosado de Holanda
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