Saúde 05/03/2021 11:00
Variante britânica do coronavírus que se espalha pelo mundo é 58% mais letal, dizem pesquisadores
Versão do vírus é até 90% mais contagiosa, alerta a Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres. Cepa brasileira possui a mesma mutação que escapa parcialmente às defesas humanas, segundo estudos

A variante do coronavírus detectada em novembro no Reino Unido e já encontrada em quase uma centena de nações é entre 43% e 90% mais contagiosa, segundo uma análise de 150.000 amostras de pacientes do país.
Esta versão do vírus, batizada de B.1.1.7, apresenta mutações peculiares e se espalhou muito rapidamente pelo mundo.
Os autores do estudo, ligados à Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, salientam que, ao examinarem dados de outros países, chegaram a conclusões semelhantes: a variante parece ser 55% mais transmissível na Dinamarca, 59% mais nos EUA, e 74% mais na Suíça.
O estudo publicado nesta quarta-feira na revista Science, com base em dados colhidos até o começo de janeiro, não encontrou indícios de que esta versão do vírus provoque doenças mais graves. Entretanto, uma segunda análise feita pela mesma equipe sugere que a variante B.1.1.7 está associada a um aumento de 58% no risco de morte, segundo suas conclusões preliminares.
“Este resultado parece robusto. Começamos a estudá-lo em meados de janeiro, e todas as atualizações com novos dados são compatíveis com a hipótese de que a B.1.1.7 seja mais letal”, explica a bioestatística mexicana Karla Díaz Ordaz, coautora dos dois trabalhos.
O risco de óbito para um homem sexagenário depois de um exame positivo para covid-19, por exemplo, saltaria de 0,6% com uma variante clássica para 0,9% com a nova, segundo os cálculos desses cientistas (um aumento de 50%).
O efeito observado é mais alarmante em pessoas maiores de 85 anos que tiverem uma infecção diagnosticada: o risco de óbito passaria de 13% para 20% nas mulheres, e de 17% para 26% nos homens.
Os pesquisadores, encabeçados pelo epidemiologista Nicholas Davies, já anteciparam em dezembro seus resultados preliminares sobre a capacidade de contágio da nova variante.
A equipe previu na época um grande aumento dos casos de covid-19 e, portanto, das mortes, caso não se acelerasse o ritmo de vacinação nem fossem impostas medidas rigorosas de controle. Ambas as medidas foram tomadas no Reino Unido.
“Mesmo assim, 42.000 pessoas morreram de covid-19 na Inglaterra nos dois primeiros meses de 2021, o mesmo número de óbitos em oito meses entre março e outubro de 2020”, disse Davies em suas redes sociais. “Estou certo de que grande parte destas mortes teria sido evitada sem a variante B.1.1.7”, afirmou.
A principal hipótese dos pesquisadores é que a carga viral dos doentes seja maior com esta variante do vírus, daí o contágio mais fácil, segundo seus sofisticados modelos estatísticos. Díaz Ordaz, codiretora do Centro de Metodologia Estatística da instituição londrina, observa que foram analisadas outras possibilidades, como que as crianças tenham uma maior suscetibilidade a esta variante.
Deu em El País

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