FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
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Trabalho. 24/08/2023 09:10

Valorização da mão de obra sênior vai aumentar no mundo todo

Nos países mais ricos, cerca de 150 milhões de postos de trabalho irão para pessoas acima dos 55 anos.

Valorização da mão de obra sênior vai aumentar no mundo todo

Na semana passada, reportagem apresentada no “Jornal Nacional” dizia que a proporção de trabalhadores brasileiros com 40 anos ou mais havia crescido.

Segundo o IBGE, entre 2012 e 2023, a participação de pessoas nessa faixa etária no mercado havia passado de 38,6% para 45,1% – o equivalente a quase 11,5 milhões a mais de empregados.

O fenômeno é mundial e ainda mais robusto em outros países.

Mão de obra sênior: tema ainda não faz  parte da agenda de empresas brasileiras — Foto: Yurity Kutovoy para Pixabay

Mão de obra sênior: tema ainda não faz parte da agenda de empresas brasileiras — Foto: Yurity Kutovoy para Pixabay

Até 2030, de acordo com pesquisa da consultoria internacional Brain & Company, cerca de 150 milhões de postos de trabalho irão para pessoas acima dos 55 anos nas nações do G7, que reúnem as principais economias do planeta: Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido.

No entanto, adverte que poucas empresas estão se preparando para integrar os mais velhos a um ambiente multigeracional – por exemplo, reforçando suas habilidades na área digital.

Trata-se de um grande erro: as pessoas vivem mais e mantêm suas habilidades por um período de tempo maior, enquanto menos jovens entram no mercado, porque os casais têm um número bem menor de filhos e eles passam mais anos estudando.

As companhias também não se dão conta de que a mão de obra sênior tem suas próprias demandas e prioridades.

Muitas vezes, o que motiva o trabalhador maduro é a possibilidade de fazer algo relevante para sociedade, além de ter autonomia e flexibilidade de horário.

No Japão, a falta de mão de obra é tão severa que, no ano passado, quatro em cada dez empresas recrutaram gente acima dos 70 anos. A estimativa é de que, em 2040, haja um déficit de 11 milhões trabalhadores, obrigando o país a recrutar quase 7 milhões de estrangeiros.

A Alemanha, nação onde um em cada cinco habitantes tem 65 anos ou mais, investe na automação para que robôs desempenhem as tarefas fisicamente desgastantes, tornando o ambiente amigável para os funcionários idosos.

O Brasil patina nesse cenário. Levantamento realizado pela EY Brasil para a startup Maturi, especializada no segmento – e que está sendo divulgado hoje, na sexta edição do MaturiFest – mostra que as empresas não evoluíram em relação à questão do envelhecimento.

Apesar de a maioria alegar que tem ações em andamento ou prestes a serem iniciadas, para 42% o tema ainda não faz parte da estratégia do negócio.

Pior: entre julho de 2022 e julho de 2023, o número de vagas abertas para os 50 mais caiu 53%.

Deu em G1

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista