FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
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Pandemia 02/04/2021 10:14

Vai piorar: média móvel de mortes por Covid-19 fica acima de 3 mil; situação é crítica, diz OMS

Epidemiologista aponta que pandemia no país está em rota ascendente, sobretudo depois que a variante amazonense do vírus se espalhou e começou a inviabilizar o sistema de saúde. Número de mortos em 24h é de 3.769, e média móvel de óbitos ultrapassa as 3 mil

Vai piorar: média móvel de mortes por Covid-19 fica acima de 3 mil; situação é crítica, diz OMS

A epidemiologista e líder técnica de resposta à covid-19 na Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, disse, nesta quinta-feira (1°/4), que é crítica a situação da pandemia do novo coronavírus no Brasil.

A avaliação foi feita no mesmo dia em que o Brasil chegou perto, novamente, dos 4 mil mortos pela covid-19 em apenas 24 horas: 3.769 óbitos, de acordo com números do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Isso representa que a média móvel de vidas perdidas no país, nos últimos sete dias, ficou acima da marca de 3 mil pela primeira vez. Comparando-se com a média de 14 dias atrás, a variação foi de aproximadamente 40% — o que aponta tendência de alta no número de mortes pela doença.

Van Kerkhove destacou que, com a variante amazonense P.1, que é mais transmissível, o sobrecarregado sistema de saúde pode ficar totalmente comprometido.

“Há uma situação muito séria no Brasil no momento, quando temos um número de estados que estão em situação crítica. Os desafios são diversos. Em termos de transmissibilidade, com a variante P.1 que foi detectada e está circulando no país, se você tem um vírus mais transmissível, tem mais casos, e isso pode sobrecarregar o sistema de saúde, que já está sobrecarregado”, afirmou, em resposta a um questionamento do Correio.

A epidemiologista salientou que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) está trabalhando com os estados e o país para se certificar de que tenham insumos para cuidar dos pacientes, como oxigênio e todo o suporte necessário.

A epidemiologista ainda ressaltou que há uma disparada de hospitalizações e demanda por leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), com aumento de casos graves em todas as idades, incluindo os mais jovens, entre 20 e 60 anos.

Diretora-geral-assistente da OMS, a brasileira Mariângela Simão afirmou que a OMS “está muito preocupada com o que está acontecendo no Brasil”.

Conforme explicou, a produção local de imunizante é um aspecto muito importante neste momento, porque, apesar de o país estar recebendo imunizantes pelo Covax Facility — consórcio administrado pela agência das Nações Unidas —, o Brasil consegue produzir suas próprias vacinas pelo Instituto Butantan e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “E isso é essencial, considerando a pressão que existe em relação aos insumos”, observou.

Mariângela ainda reforçou que não basta se pautar na disponibilidade de fármacos, mesmo quando o país tem boa cobertura vacinal. Para ela, é importante manter as medidas de prevenção e evitar aglomerações.

“É importante que não haja uma falsa sensação de segurança por conta da disponibilização de vacina”, afirmou.

Deu no Correio Braziliense

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


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